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<title>Social Media</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/</link>
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<dc:creator>raquel@pontomidia.com.br</dc:creator>
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<title>Engajamento, Valores e Jogos Sociais</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/engajamento_valores_e_jogos_sociais.html</link>
<description>Neste último ano tenho trabalhado de forma próxima aos jogos em sites de rede social e seus consumidores. Em um dos trabalhos que realizei com o time, exploramos os valores que eram relacionados, pelos usuários, à jogos considerados interessantes. Embora eu não possa divulgar esses estudos na íntegra, posso comentar algumas das coisas que observamos. Essa pesquisa foi realizada de forma qualitativa, onde foram entrevistados 77 jogadores de várias nacionalidades e foi realizada uma survey com outros 575 usuários. Os quatro motivos mais citados para jogar em sites de rede social foram: diversão, gratificações, competição, e sociabilidade. Esses valores foram associados a elementos do jogo, tais como: ferramentas de interação, competição com a rede social, design, roteiro, o tema e a jogabilidade. O design é a característica mais citada pelos usuários (94%). Ao escolher um jogo para instalar em seu perfil, uma expressiva maioria dos usuários remete ao design como um ponto fundamental. Um design atraente tanto em termos gráficos (layout) quanto em termos de jogabilidade (interface) parece ser muito importante para determinar a adoção de um determinado jogo em detrimento de outro. Por exemplo, explorando a adoção do FarmVille em detrimento do FarmTown, dois jogos muito semelhantes, os usuários remetiam aos gráficos mais atrativos do primeiro como motivo para migrar de um jogo para outro. Entretanto, o design sozinho não garante a adoção de um jogo. Outro elemento bastante citado como importante para a escolha de um jogo foi a interação com a rede social (74%). Ou seja, jogos que proporcionam a competição contra os amigos e a interação para com eles. O fato de vários desses jogos explorarem essa competição de forma muito próxima, permitindo que o ranking dos amigos seja facilmente visível e que a competição seja estimulada entre esses usuários também parece ter um papel importante na adoção. Finalmente, ferramentas que permitam essa interação também são essenciais para que o jogo seja adotado de forma conjunta, o que contribui para o engajamento. O roteiro (65%), o tema(43%) e a jogabilidade (61%) também influenciam a adoção. Como um jogo casual, quanto mais simples as formas de jogo, mais facilmente o jogo é adotado. O roteiro também auxilia, de forma especial, nos RPGs, embora também seja importante para outros tipos de jogos. Finalmente, o tema parece ser relevante principalmente para determinar características da população que adota o jogo. Esses elementos foram apontados pelos usuários como relevantes para a adoção dos jogos ajudam a pensar, por exemplo, porque estratégias são utilizadas de forma recorrente por várias empresas de jogos. Aquelas que deram certo são constantemente repassadas para jogos futuros, alterando-se apenas o roteiro e os gráficos. Este estudo dá algumas pistas a respeito dos valores e da apropriação dos jogos em sites de rede social....</description>
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<content:encoded><![CDATA[<img alt="gameBigfarmville-main_Full.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/gameBigfarmville-main_Full.jpg" width="245" height="187" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />Neste último ano tenho trabalhado de forma próxima aos jogos em sites de rede social e seus consumidores. Em um dos trabalhos que realizei com o time, exploramos os valores que eram relacionados, pelos usuários, à jogos considerados interessantes. Embora eu não possa divulgar esses estudos na íntegra, posso comentar algumas das coisas que observamos. Essa pesquisa foi realizada de forma qualitativa, onde foram entrevistados 77 jogadores de várias nacionalidades e foi realizada uma survey com outros 575 usuários.
<BR><BR>
Os quatro motivos mais citados para jogar em sites de rede social foram: <strong>diversão, gratificações, competição, e sociabilidade</strong>. Esses valores foram associados a elementos do jogo, tais como: <strong>ferramentas de interação, competição com a rede social, design, roteiro, o tema e a jogabilidade</strong>. 
<BR><BR>
O <strong>design</strong> é a característica mais citada pelos usuários (94%). Ao escolher um jogo para instalar em seu perfil, uma expressiva maioria dos usuários remete ao design como um ponto fundamental. Um design atraente tanto em termos gráficos (layout) quanto em termos de jogabilidade (interface) parece ser muito importante para determinar a adoção de um determinado jogo em detrimento de outro. Por exemplo, explorando a adoção do FarmVille em detrimento do FarmTown, dois jogos muito semelhantes, os usuários remetiam aos gráficos mais atrativos do primeiro como motivo para migrar de um jogo para outro.
<BR><BR>
Entretanto, o design sozinho não garante a adoção de um jogo. Outro elemento bastante citado como importante para a escolha de um jogo foi a<strong> interação com a rede social</strong> (74%). Ou seja, jogos que proporcionam a competição contra os amigos e a interação para com eles. O fato de vários desses jogos explorarem essa competição de forma muito próxima, permitindo que o ranking dos amigos seja facilmente visível e que a competição seja estimulada entre esses usuários também parece ter um papel importante na adoção. Finalmente, ferramentas que permitam essa interação também são essenciais para que o jogo seja adotado de forma conjunta, o que contribui para o engajamento.
<BR><BR>
O <strong>roteiro</strong> (65%), o <strong>tema</strong>(43%) e a <strong> jogabilidade (61%)</strong> também influenciam a adoção. Como um jogo casual, quanto mais simples as formas de jogo, mais facilmente o jogo é adotado. O roteiro também auxilia, de forma especial, nos RPGs, embora também seja importante para outros tipos de jogos. Finalmente, o tema parece ser relevante principalmente para determinar características da população que adota o jogo.
<BR><BR>
Esses elementos foram apontados pelos usuários como relevantes para a adoção dos jogos ajudam a pensar, por exemplo, porque estratégias são utilizadas de forma recorrente por várias empresas de jogos. Aquelas que deram certo são constantemente repassadas para jogos futuros, alterando-se apenas o roteiro e os gráficos. Este estudo dá algumas pistas a respeito dos valores e da apropriação dos jogos em sites de rede social. 
</p>
<p>
<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/engajamento_valores_e_jogos_sociais.html#comments" title="Comment on: Engajamento, Valores e Jogos Sociais">Comentarios (6)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(<a title="http://www.caiocesar.cc" href="http://www.caiocesar.cc" rel="nofollow">Caio Cesar</a> on 
ago 12, 2010  2:26 PM) 

Oi Raquel. Bacanas as observações...

Aproveito o espaço de comentários para algumas sugestões... Embora os dados sejam bastante interessantes, acho que seria bacana considerar que - em se tratando de produtos interativos - o conceito de design é bastante abrangente. Pela descrição oferecida, imagino que o foco seja o aspecto da interface. Assim sendo, recomendo especificar que trata-se de layout ou então de design de interface...

Este argumento se deve ao fato de que, em produtos interativos e em especial nos jogos, o design envolve o roteiro, os aspectos interativos e também o que foi apresentado como jogabilidade. No design de um jogo, tudo isso é design. A interface é o que trabalha o aspecto visual... Então acho que pode ser interessante na hora de redigir os relatórios finais, alterar estes termos.

Por último, uma observação acerca da consideração do roteiro. Ele é importante - mesmo quando parece inexistir - em qualquer jogo. A história que está por trás do jogo tem importante papel no engajamento do usuário. Uma história bacana, com um apelo interessante seduz o usuário e facilita a entrada em um estado de fluxo (Csíkszentmihályi). No caso desses jogos causais, imagino que é parte do design do jogo promover uma competição virtual entre amigos reais (ou não) como motivador para o comprometimento...

Bem, acho que já falei demais. Mas é que gosto do assunto e queria deixar as minhas observações. Fico no aguardo da divulgação de um eventual paper que aborde o tema.</p>
<p>(<a title="http://www.pontomidia.com.br/raquel" href="http://www.pontomidia.com.br/raquel" rel="nofollow">raquel</a> on 
ago 12, 2010  2:39 PM) 

Oi Caio!
Valeu pelo comentário.

Falei ali em cima, design em termos de layout e interface. Não entrou a jogabilidade porque ficou de fora da interface e foi focada como mecanismo de jogo. Explico: na tipologia de jogos em SRS que criamos, nem todos os jogos se resumem ao que foi pensado como mecanismo de jogo pelo programador. Por exemplo, enquanto em jogos como FarmVille a interface e a jogabilidade se confundem, em outros como o MafiaWars a jogabilidade vem também da apropriação do jogo e dos "extras" que os jogadores criam para 'incrementar' o jogo e acabam virando parte da experiência. Ou seja, dependendo do jogo, a experiência é diferente. Claro, no relatório isso foi discutido em profundidade, mas não posso divulgar o relatório e o resultado final, só alguns apontamentos mais genéricos.

:)</p>
<p>(<a title="http://www.caiocesar.cc" href="http://www.caiocesar.cc" rel="nofollow">Caio Cesar</a> on 
ago 12, 2010  7:11 PM) 

Bacana Raquel! É sempre bom ressaltar estas sustenta&#263;ões. Estou na platéia para a versão "para o mundo" do relatório!</p>
<p>(<a title="http://contextoweb.wordpress.com" href="http://contextoweb.wordpress.com" rel="nofollow">Maria Fernanda Lacerda Pereira</a> on 
ago 16, 2010 12:02 PM) 

Raquel,
Como sempre, seus posts são muito relevantes. Os jogos on-line alavancaram o facebook de forma surpreendente, com base na competição e compartilhamento.
Eu daria destaque, principalmente, à competição - dada a sua característica social e que engaja as pessoas de forma bastante forte.
Abraços.
http://contextoweb.wordpress.com</p>
<p>(Letícia Andrade  on 
ago 18, 2010  8:11 AM) 

Sem dúvida, como apontado por Maria Fernanda, esses jogos on-line tornaram o Facebook mais conhecido entre os brasileiros. No relatório, você também vai falar da 'apropriação' desse mesmo estilo de aplicativo pelo Orkut? 

Parabéns pelo trabalho! :)

Beijos!</p>
<p>(João Baptista Lago on 
ago 20, 2010  9:41 PM) 

Oi, Raquel! Dentre as trocentas coisas que comentei aqui sobre os jogos no FB - e em particular, da Zynga -, há algo que se encontra no trabalho que apresentei em maio no IntercomSul, q acho que vale a pena mencionar. Assim: além de todos os aspectos que vc menciona no tocante à atratividade dos jogos, tem tb a questão financeira, pois sua finalidade consiste em render $$$. Principalmente quando  estivermos diante de jogos que usam moeda própria, sempre oferecida ao usuário em troca do dinheiro de verdade deste último.  Uma das coisas bem interessantes que observei foi a transposição, para a plataforma dos games, dos mesmos princípios de programação das "slot-machines" (máquinas caça-níqueis) dos cassinos. Nesse sentido, embora eu não seja adepto do Behaviorismo, este último fornece pistas valiosas sobre os esquemas de reforçamento, condicionamento (operante) e modelagem de comportamentos dos usuários nos games. Faz uma análise detalhada da seqüência de medalhinhas, dos "you have found a `rare`isso e aquilo [na plantação], share with your friends", e vais descobrir muitas semelhanças com o ciclo de premiações das fruit machines.  Causa dependência tanto quanto estas últimas? Não: primeiro pq nas slot-machines os reforçadores (prêmios) utilizam algo universal, muito forte e que se molda facilmente à possibilidade satisfação de quaisquer desejos (ou seja, o $$$) e, segundo, pq esses reforçadores são imediatos (ainda que sejam promessas imediatas de prêmios ilusórios e não prêmios concretos no fim do jogo, já que são programadas para que o usuário *quase* ganhe, mas de modo que no final da partida termine perdendo). Assim, o taxista que aposta numa dessas maquininhas no buteco em frente ao ponto, entre um passageiro e outro, embora não ganhe da máquina, se sente motivado a jogar mais e mais mesmo que perdendo, pois, num jogo que durou menos de 5 minutos, ele conseguiu fazer, suponhemos, 3 combinações apenas com morangos ou sómente com laranjas: mas como seriam (p.ex) necessárias quatro, ele nunca ganha. Pior: uma vez a cada "x" vezes ganha sim: muito pouco diante do que já torrou na maquininha, porém suficiente para que continue motivado a jogar... enfim, esta é uma das diferenças entre 1 FarmVille e uma Fruit Machine: ao passo que o jogador vive todo esse frisson, faz esses acertos de combinações corretas que lhe dão esperanças (os reforçadores) em questão de poucos minutos, em FV esse processo ocorre em câmera lenta; pra ganhar a medalhinha (reforçador), compartilhar o valor da medalha com os adds (reforçador social: auto-estima através de status no grupo, vide Pirâmide de Maslow etc.), tem que primeiro fazer o plow, depois o seed, dali a muuuitas horas ou até dali a 4 dias (alcachofras, melancias p ex), fazer o harvest da coisa. Ou seja, a medalhinha demora demais para ser recebida, razão pela qual dificilmente esses jogos causariam dependência - pelas leis psi sobre adição e dependência em relação a slot-machines, quanto mais rápido o reforço, maior a dependência. Só que enquanto no cassino ou no bar da esquina o reforço vem em minutos e nos games da Zynga demora muitas horas ou dias inteiros, o poder de causar dependência ficaria praticamente anulado aí, embora os princípios de reforçamento sejam os mesmos. Único senão: observa (ou melhor, ouve...) que os sons tb são um elemento importante. Os sons de FV, em particular (ñ tanto em Frontier Ville p.ex, apesar de aí compensarem com imagens  intensamente visíveis de moedas a cada ganho), são tremendamente parecidos com aqueles das maquininhas dos cassinos. É só fechar os olhos e se imaginar em Las Vegas ao ouvir o som das moedas caindo da máquina pra ti na hora do harvest, ou o contrário, ouvir o mesmo som das moedas, agora sendo depositadas nos orifícios das máquinas, no momento de semear...  não à toa, pois, que, para obter mais "fuel", você tem a opção de fazê-lo através da tua pontuação, no... Mafia Wars :P Para concluir e não levar algumas pedradas, alguns pingos nos "ii": essa similitude entre slot-machines é mais visível em FarmVille. Em outros Zynga Games, apesar de haver princípios de condicionamento transpostos das slot-machines (sem contudo ocasionar dependência), as motivações são outras. O antropomorfismo de PetVille, por exemplo, é muito interessante sob o aspecto psicológico e, sendo agora junguiano, animais são arquétipos (representações simbólicas) de dimensões psíquicas nossas. YoVille permite uma construção excelente da própria Persona (máscara social) e assim por diante, galeria de possibilidades de vivências psi num plano simbólico que se enriquece muito mais, se sairmos dos domínios da Zynga e incluirmos outras produtoras de games.            </p>
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<dc:subject>jogos</dc:subject>
<dc:date>2010-08-12T10:23:06-03:00</dc:date>
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<title>Twitter, Influência e Passividade: Reflexões</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/twitter_influencia_e_passividade_reflexoes.html</link>
<description>Semana passada o pessoal do time do Bernardo Huberman, do HP Social Media Lab divulgou um novo estudo construído também pelo Daniel Romero, Wojciech Galuba e Sitar Asur. O trabalho focou o Twitter como estudo de caso e discutiu elementos como popularidade e influência a partir das práticas de retweet e do número de seguidores. Algumas conclusões interessantes do trabalho com comentários meus (em itálico): Os autores diferenciam popularidade de influência. Popularidade é medida, de acordo com o trabalho, pelo nível de atenção que um determinado usuário recebe através de seus seguidores, na forma destes &quot;receberem conteúdo gerado por ele&quot;. Influência, por outro lado, é determinada pela propagação desse conteúdo na rede. Ou seja, enquanto popularidade poderia ser medida pelo número de seguidores, influência somente pode ser medida pela capacidade de um usuário de gerar comportamentos nos seguidores, seja através de retweet, seja através de @s. Falo algo semelhante no meu livro, mas não focando a partir de formas de medir. A competição no Twitter não é pelo número de seguidores, mas pela atenção dos seguidores. O estudo mediu a quantidade de RTs que os usuários davam (2,5 milhoes de usuários) e descobriu que a grande maioria dos tweeters é passivo, ou seja, não se engaja ativamente na propagação de informações (aka. Retweet). Os autores, portanto, mostraram que há um imenso percentual de usuários que apenas &quot;consome&quot; mídia, sendo passivos na ferramenta. Fico pensando se essas contas chegam a realmente consumir alguma coisa. Eu diria que isso pode ser um forte indicativo de que há um grande percentual de contas &quot;mortas&quot; na ferramenta. Não consigo imaginar, na prática, usuários que não se engajam em RTs e nem em @s. Foi encontrada uma correlação fraca entre o número de seguidores e a influência. No paper, os autores descrevem um caso onde um usuário possui uma quantidade enorme de seguidores, mas pouquíssima capacidade de influenciar esses seguidores. O que todo mundo já sabe: ter um milhão de seguidores não quer dizer nada, porque não significa que você tem a atenção deles. Ter seguidores não significa ter algum tipo de influência na rede. Parte disso é devido a imensa quantidade de bots e contas de spam que povoam o Twitter, creio eu, sem falar no uso de scripts para &quot;angariar seguidores&quot;. O Twitter e a Dissolução do Poder de Influência A mim parece que o Twitter enfrenta uma dissolução do poder de influência. Quanto mais gente adota a ferramenta, maior é a dificuldade de acompanhar aquilo que está sendo dito. Com o crescimento, a rede tende a se complexificar, com mais gente seguindo mais gente. Assim, a influência tende a se dissolver através da competição pela atenção. Quanto mais gente alguém segue, menor a quantidade de atenção dispensada a cada um. Na prática, isso significa que, se eu sigo 400 pessoas e tenho 10 minutos disponíveis por dia para o Twitter, minha atenção será dividida pela quantidade de tweets que cada uma das 400 pessoas postou e pelo tempo disponível que tenho para ler. Basicamente, isso significa dizer que, se a média do indegree das redes sociais no Twitter está aumentando, a atenção e a influência deveriam estar diminuindo entra a maioria das contas. Isso se deve a dois pontos: Primeiro, o caráter dinâmico das atualizações do Twitter. Vários colegas que estudam a ferramenta, por exemplo, costumam dizer que atualizações em dias determinados da semana e em horários determinados tendem a receber mais atenção do que em outros. Uma atualização que é feita em um período onde a maioria dos seguidores não está online tende a ser rapidamente &quot;apagada&quot; por diversas outras atualizações subsequentes de outras contas (passiividade). Já a atualização que é feita quando há muita gente online tem maior chance de receber atenção, mas também é mais rapidamente esquecida no fluxo de tweets que são disparados por todos os participantes da rede. O segundo ponto é que com uma maior quantidade de pessoas adotando a ferramenta, há também uma maior chance de que laços mais fortes também estejam mais presentes na ferramenta e que ocorra um maior uso conversacional. Como estratégia contra a grande quantidade de tweets recebidos, muitos usuários optam por concentrar sua atenção nas @s recebidas (coisa que os spammers já estão percebendo). Com isso, tendem a usar a ferramenta mais para interagir com outros do que, necessariamente, repassar informações. Isso pode trazer uma mudança bem importante na apropriação, que vou discutir em outro post (esse já está muito grande) em uma outra vez. :D...</description>
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<content:encoded><![CDATA[<img alt="redeseguidores.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/redeseguidores.jpg" width="227" height="176" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />Semana passada o pessoal do time do <a href="http://www.hpl.hp.com/people/bernardo_huberman/?jumpid=reg_R1002_USEN" target=_blank>Bernardo Huberman</a>, do <a href="http://www.hpl.hp.com/research/idl/" target=_blank>HP Social Media Lab</a> divulgou um <a href="http://www.scribd.com/doc/35401457/Influence-and-Passivity-in-Social-Media-HP-Labs-Research" target=_blank>novo estudo</a> construído também pelo <a href="http://www.cam.cornell.edu/~dromero/" target=_blank>Daniel Romero</a>, <a href="http://lsirpeople.epfl.ch/galuba/" target=_blank>Wojciech Galuba</a> e <a href="http://www.cse.ohio-state.edu/~asur/" target=_blank>Sitar Asur</a>. O <a href="http://h30507.www3.hp.com/t5/Data-Central/What-makes-a-tweet-influential-New-HP-Labs-social-media-research/ba-p/81855" target=_blank>trabalho focou o Twitter</a> como estudo de caso e discutiu elementos como popularidade e influência a partir das práticas de retweet e do número de seguidores. Algumas conclusões interessantes do trabalho com comentários meus (em itálico):
<ul>
	<BR>
	<li>Os autores <strong>diferenciam popularidade de influência</strong>. <strong>Popularidade</strong> é medida, de acordo com o trabalho, pelo <strong>nível de atenção</strong> que um determinado usuário recebe através de seus seguidores, na forma destes "receberem conteúdo gerado por ele". <strong>Influência</strong>, por outro lado, é determinada pela <strong>propagação desse conteúdo na rede</strong>. <em>Ou seja, enquanto popularidade poderia ser medida pelo número de seguidores, influência somente pode ser medida pela capacidade de um usuário de gerar comportamentos nos seguidores, seja através de retweet, seja através de @s. Falo algo semelhante no <a href="http://www.redessociais.net" target=_blank>meu livro</a>, mas não focando a partir de formas de medir. </em></li>
	<BR><BR>
	<li>A <strong>competição no Twitter não é pelo número de seguidores, mas pela atenção dos seguidores</strong>. O estudo mediu a quantidade de RTs que os usuários davam (2,5 milhoes de usuários) e descobriu que a grande maioria dos tweeters é passivo, ou seja, não se engaja ativamente na propagação de informações (aka. Retweet). Os autores, portanto, mostraram que <strong>há um imenso percentual de usuários </strong>que apenas "consome" mídia, sendo <strong>passivos na ferramenta</strong>. <em>Fico pensando se essas contas chegam a realmente consumir alguma coisa. Eu diria que isso pode ser um forte indicativo de que há um grande percentual de contas "mortas" na ferramenta. Não consigo imaginar, na prática, usuários que não se engajam em RTs e nem em @s. </em></li>
	<BR><BR>
	<li>Foi encontrada uma <strong>correlação fraca</strong> entre o <strong>número de seguidores e a influência</strong>. No paper, os autores descrevem um caso onde um usuário possui uma quantidade enorme de seguidores, mas pouquíssima capacidade de influenciar esses seguidores. <em>O que todo mundo já sabe: ter um milhão de seguidores não quer dizer nada, porque não significa que você tem a atenção deles. <strong>Ter seguidores não significa ter algum tipo de influência na rede</strong>. Parte disso é devido a imensa quantidade de bots e contas de spam que povoam o Twitter, creio eu, sem falar no uso de scripts para "angariar seguidores". </em></li>
</ul>
<BR><BR>
<strong>O Twitter e a Dissolução do Poder de Influência</strong>
<BR><BR>
A mim parece que o Twitter enfrenta uma <strong>dissolução do poder de influência</strong>. Quanto mais gente adota a ferramenta, maior é a dificuldade de acompanhar aquilo que está sendo dito. Com o crescimento, a rede tende a se complexificar, com mais gente seguindo mais gente. Assim, <strong>a influência tende a se dissolver através da competição pela atenção</strong>. Quanto mais gente alguém segue, menor a quantidade de atenção dispensada a cada um. Na prática, isso significa que, se eu sigo 400 pessoas e tenho 10 minutos disponíveis por dia para o Twitter, minha atenção será dividida pela quantidade de tweets que cada uma das 400 pessoas postou e pelo tempo disponível que tenho para ler. Basicamente, isso significa dizer que, se a <strong>média do<strong> indegree</strong> das redes sociais no Twitter está aumentando, a atenção e a influência deveriam estar diminuindo entra a maioria das contas. </strong>
<BR><BR>
Isso se deve a dois pontos: Primeiro, o <strong>caráter dinâmico das atualizações do Twitter</strong>. Vários colegas que estudam a ferramenta, por exemplo, costumam dizer que atualizações em dias determinados da semana e em horários determinados tendem a receber mais atenção do que em outros. Uma atualização que é feita em um período onde a maioria dos seguidores não está online tende a ser rapidamente "apagada" por diversas outras atualizações subsequentes de outras contas (passiividade). Já a atualização que é feita quando há muita gente online tem maior chance de receber atenção, mas também é mais rapidamente esquecida no fluxo de tweets que são disparados por todos os participantes da rede. O segundo ponto é que com uma maior quantidade de pessoas adotando a ferramenta, há também uma maior chance de que laços mais fortes também estejam mais presentes na ferramenta e que ocorra um <strong>maior uso conversacional</strong>. Como estratégia contra a grande quantidade de tweets recebidos, muitos usuários optam por <strong>concentrar sua atenção nas @s recebidas</strong> (coisa que os spammers já estão percebendo). Com isso, tendem a usar a ferramenta mais para interagir com outros do que, necessariamente, repassar informações.
<BR><BR>
Isso pode trazer uma mudança bem importante na apropriação, que vou discutir em outro post (esse já está muito grande) em uma outra vez. :D
</p>
<p>
<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/twitter_influencia_e_passividade_reflexoes.html#comments" title="Comment on: Twitter, Influência e Passividade: Reflexões">Comentarios (3)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(<a title="http://www.nicolaufrederico.jor.br" href="http://www.nicolaufrederico.jor.br" rel="nofollow">Nicolau Frederico de Souza</a> on 
ago 12, 2010  6:10 PM) 

Professora e Doutora Raquel,
Através da lista "Comunicação Pública", editada pelo colega Carlos Scomazzon, gaúcho como a senhora, jornalista e atuando na Câmara MUnicipal de Porto Alegre, fiquei sabendo de seu livro e de suas pesquisas.
Embora não me dedique à pesquisa acadêmica, sou um entusiasta das redes e comunidades virtuais (RCV). Gostaria de manter contato coma senhora por e-mail e trocar informações. Edito um blog semanal sobre MPB (http://www.nominuto.com/blog/espaco-mpb/) e sou administrador em algumas comunidades virtuais da CATIR (Comunidade de Aprendizagem, Trabalho e Informação em Rede) do Ministério da Agricultura.]
Atenciosamente,
Nicolau Frederico de Souza
Jornalista, Blogueiro e Twitteiro
Twitter: @nicsouza       </p>
<p>(<a title="http://www.cintiadalbello.blogspot.com" href="http://www.cintiadalbello.blogspot.com" rel="nofollow">Cíntia Dal Bello</a> on 
ago 15, 2010  7:29 PM) 

Raquel, um rápido comentário sobre esta linha: "Não consigo imaginar, na prática, usuários que não se engajam em RTs e nem em @s". O uso que faço do twitter aproxima-se muito do que os pesquisadores chamaram de "usuários passivos". Beneficio-me dos tweets que chegam (nem sempre, é verdade, pois nem tudo é absolutamente relevante) e despendo muito pouco tempo escrevendo ou reencaminhando tweets. Fico muitos dias sem entrar na plataforma - se minha conta não está morta na prática (pois ainda não abandonei "de vez" o Twitter), talvez possa ser considerada uma conta que "agrega" muito pouco, ficando à margem e passando ao largo do furor dos verdadeiros "twitteiros". Espero que este testemunho possa contribuir com suas pesquisas. Um abraço!</p>
<p>(<a title="http://www.subindonotelhado.com.br" href="http://www.subindonotelhado.com.br" rel="nofollow">Jeniffer Santos</a> on 
ago 19, 2010 10:36 PM) 

Olá, Raquel,
Mais um excelente texto seu que leio ;)
Sobre os usuários passivos ( que a Cíntia tb comentou), é bem verdade que existem pessoas q possuem conta no twitter apenas para acompanhar determinados perfis, pessoas em busca de conteúdo, e que não produzem mt conteúdo no twitter.
Casos como, fãs que acompanham famosos, ou pessoas que acompanham perfis relevantes em determinada area profissional só para se manter atualizado.

Acho um ponto importante no seu texto, a questão dos laços fortes, acredito que quanto menor o número de amigos aquela pessoa tem no twitter, é pq é maior o interesse dela em preservar os laços fortes adquiridos ou não com o uso do twitter. E isso acaba criando, realmente, um uso conversacional maior. Percebo isso no meu twitter mesmo, tem momentos que apenas fico interagindo com algumas pessoas que tenho interesse, mas tem uma outra coisa também, geralmente essa conversa parte de algum conteúdo postado por mim ou alguém, que me leva digamos a "puxar papo". É diferente do "Olá, tudo bem?" que usamos nos bate-papos.

Assim como a Cíntia, espero tb contribuir nas pesquisas rs 
Abraços!</p>
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<dc:date>2010-08-09T08:09:09-03:00</dc:date>
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<title>Apontamentos sobre Jogos em Sites de Rede Social</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/apontamentos_sobre_jogos_em_sites_de_rede_social.html</link>
<description>Sei que esse assunto está meio chato já, mas como tenho trabalhado principalmente nessa área nos últimos meses, tem chamado bastante a minha atenção. Nos últimos dias, estava reunindo dados e finalizando alguns reports e alguns elementos chamaram a minha atenção. Jogos em sites de rede social têm apresentado uma apropriação bem diferente dos jogos tradicionais por conta de uma série de fatores. A idade dos jogadores em sites de rede social, por exemplo, tem uma variação maior do que a dos games em geral. Como os sites de rede social congregam uma quantidade enorme de pessoas, o comportamento de &quot;cascata&quot; possibilita que esses jogos espalhem-se também dentro de redes sociais mais heterogêneas, como círculos familiares. Esses dados aqui mostram, por exemplo, que a maioria dos jogadores nos EUA é mulher, com uma média de idade de 30 anos. Os homens possuem uma média de idade de 28 anos. Ao contrário do que muitos acreditam, o jogo deixa de ser um instrumento de lazer adolescente. O aumento da idade se deve principalmente à característica do jogo como jogo &quot;casual&quot;. Ou seja, jogos que necessitam de pouco investimento para aprendizado e que rapidamente oferecem benefícios sociais e individuais para os jogadores. Essa simplicidade está também relacionada com a aquisição de jogadores. Apesar disso, alguns jogos espalham-se também entre heavy players, apresentando elaboradas apropriações, como já falei aqui. Como os jogos espalham-se através das redes já estabelecidas nos sites, tendem a distribuir-se primeiro entre os laços mais fortes primeiro (ou seja, quanto mais &quot;amigos&quot; estão jogando, maiores as chances de alguém passar a jogar também). Apesar disso, também espalham-se pelos laços fracos, pois o apelo social do jogo é muito grande e sua estrutura interna estimula benefícios pelo espalhamento. Mas parte do poder de engajamento está diretamente relacionado com a participação da rede de laços fortes, da competição e da cooperação com os amigos. Alguns jogos conseguem suplantar as limitações da rede social proporcionando redes sociais alternativas (como já falei outras vezes aqui, de um modo especial, os RPGs). Nesses jogos, é prática comum adicionar pessoas para adquirir benefícios e depois deletá-las da lista de &quot;amigos&quot;, permanecendo a conexão apenas no jogo. Essas práticas geram redes sociais &quot;artificiais&quot; cuja única função é gerar capital social para o jogo. Esses dois últimos elementos são característicos dos jogos enquanto ferramentas sociais. Fazem parte de sua apropriação social. Por isso são jogos sociais....</description>
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<content:encoded><![CDATA[<img alt="top25.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/top25.jpg" width="280" height="204" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />Sei que esse assunto está meio chato já, mas como tenho trabalhado principalmente nessa área nos últimos meses, tem chamado bastante a minha atenção. Nos últimos dias, estava reunindo dados e finalizando alguns reports e alguns elementos chamaram a minha atenção. Jogos em sites de rede social têm apresentado uma apropriação bem diferente dos jogos tradicionais por conta de uma série de fatores. 
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<ul>
	<li>A <strong>idade dos jogadores</strong> em sites de rede social, por exemplo, tem uma variação maior do que a dos games em geral. Como os sites de rede social congregam uma quantidade enorme de pessoas, o comportamento de "cascata" possibilita que esses jogos espalhem-se também dentro de redes sociais mais heterogêneas, como círculos familiares. Esses <a href="http://www.industrygamers.com/news/social-game-players-average-age-below-30-says-survey/" target=_blank>dados aqui</a> mostram, por exemplo, que a maioria dos jogadores nos EUA é mulher, com uma média de idade de 30 anos. Os homens possuem uma média de idade de 28 anos. Ao contrário do que muitos acreditam, o jogo deixa de ser um instrumento de lazer adolescente. </li><BR>
	<li>O aumento da idade se deve principalmente à característica do jogo como jogo "casual". Ou seja, jogos que necessitam de pouco investimento para aprendizado e que rapidamente oferecem benefícios sociais e individuais para os jogadores. Essa simplicidade está também relacionada com a aquisição de jogadores.</li><BR>
	<li>Apesar disso, alguns jogos espalham-se também entre <em>heavy players</em>, apresentando elaboradas apropriações, como já falei <a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/jogos_e_redes_sociais_o_caso_do_mafia_wars.html" target=_blank>aqui</a>.</li><BR>
	<li>Como os jogos espalham-se através das redes já estabelecidas nos sites, tendem a distribuir-se <strong>primeiro</strong> entre os <strong>laços mais fortes primeiro</strong> (ou seja, quanto mais "amigos" estão jogando, maiores as chances de alguém passar a jogar também). Apesar disso, também espalham-se pelos laços fracos, pois o apelo social do jogo é muito grande e sua estrutura interna estimula benefícios pelo espalhamento. Mas parte do poder de engajamento está diretamente relacionado com a participação da rede de laços fortes, da competição e da cooperação com os amigos.</li><BR>
	<li>Alguns jogos conseguem <strong>suplantar as limitações da rede social</strong> proporcionando redes sociais alternativas (como já falei outras vezes aqui, de um modo especial, os RPGs). Nesses jogos, é prática comum adicionar pessoas para adquirir benefícios e depois deletá-las da lista de "amigos", permanecendo a conexão apenas no jogo. Essas práticas geram <strong>redes sociais "artificiais" cuja única função é gerar capital social para o jogo</strong>.</li><BR>
	<li>Esses dois últimos elementos são característicos dos jogos enquanto ferramentas sociais. Fazem parte de sua apropriação social. Por isso são <strong>jogos sociais</strong>.</li>
</ul></p>
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/apontamentos_sobre_jogos_em_sites_de_rede_social.html#comments" title="Comment on: Apontamentos sobre Jogos em Sites de Rede Social">Comentarios (1)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(<a title="http://contextoweb.wordpress.com" href="http://contextoweb.wordpress.com" rel="nofollow">Maria Fernanda Lacerda Pereira</a> on 
ago  2, 2010  1:11 PM) 

Dados bastante interessantes sobre um mercado promissor como o de games em redes sociais. Se possível uma péssima analogia com as mídias convencionais, eu diria que eles  são como os passatempos de jornal, casuais e dificilmente o fator principal de compra do jornal - mas ainda assim atraem muita gente.
abraços.
http://contextoweb.wordpress.com</p>
</description>
]]></content:encoded>
<dc:subject>social games</dc:subject>
<dc:date>2010-08-02T10:05:46-03:00</dc:date>
</item>

<item>
<title>O Formspring é um site de rede social?</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/o_formspring_e_um_site_de_rede_social.html</link>
<description>Ontem, no Twitter, a Miss Moura perguntou, o RodrigoPrior e o Alex Primo discutiram e no final, debatemos um pouco a respeito das características de site de rede social e rede social e se o Formspring se enquadraria nesses elementos. Como 140 caracteres, afinal, são pouca coisa, vou resumir o que eu queria defender aqui. Site de rede social é uma denominação específica, criada para focar ferramentas que disponibilizam publicamente as redes sociais das pessoas (indivíduos e suas conexões). É o caso do Orkut, por exemplo. Já &quot;rede social&quot; é um conceito utilizado para focar a estrutura dos grupos sociais. Ou seja, o que se chama de &quot;rede social&quot; é, na base, um grupo de pessoas que está interconectado. A idéia dos estudiosos das &quot;redes sociais&quot; é observar, assim, as estruturas sociais e utilizar a metáfora da rede para analisar as causas e efeitos dessas estruturas. O que pode ser considerado uma rede social na Internet, assim? Do meu ponto de vista, qualquer representação de um grupo social, que permita a observação desse grupo a partir de suas conexões pode ser estudado a partir da metáfora da rede social. A Internet tem características próprias na publicização das conexões. Podemos, por exemplo, observar as conexões a partir de elementos estáticos - como os links entre os seguidos ou seguidores no Twitter (o que eu chamo de redes de associação ou redes associativas, baseadas em laços de pertencimento). E podemos, também, inferir essas conexões a partir de conversações, por exemplo, como é o caso das conversas numa ferramenta de chat (o que eu chamo de rede emergente, ou seja, baseada em conexões relacionais). (Aliás, essa idéia de que as redes sociais não são todas iguais também é defendida pelo Bernardo Huberman e seus co-autores neste texto sobre o Twitter). Meu ponto, portanto, é que o conceito de rede social não é estanque. É uma ferramenta, que auxilia a perceber a estrutura (e, como defendo no meu livro, também as funções) dos grupos sociais. Mas quem define o que vai ser observado como rede social? Em última análise, o pesquisador ou analista. :-) Claro que é preciso que se consiga &quot;ver&quot; a estrutura na ferramenta, por exemplo, individualizar os nós e perceber as conexões. Por isso eu disse que uma ferramenta que não é um site de rede social pode ser apropriada como tal. E aí chegamos no Formspring. Afinal, o Formspring é um site de rede social? Depende. Se utilizarmos apenas a ferramenta para a discussão, não. Mas se observarmos as práticas sociais emergentes na ferramenta, pode ser que sim. Por exemplo, conheço algumas pessoas que usam o Formspring como site de rede social. Como? Elas costumam colocar perguntas e responder as dos seus amigos. Essas trocas vão fazer com que nós, analistas, percebamos que aqueles indivíduos são um grupo social. Mas, em princípio, a ferramenta Formspring não tem características de site de rede social, pois não foi feita para publicizar redes sociais. Assim, é difícil definir a priori, se uma ferramenta pode servir para estudar as redes sociais ou não. Depende. É preciso observar também as práticas sociais que vão reconfigurar os sentidos do suporte técnico....</description>
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<content:encoded><![CDATA[Ontem, no Twitter, a <a href="http://twitter.com/missmoura" target=_blank>Miss Moura</a> perguntou, o <a href="http://twitter.com/RodrigoPrior" target=_blank>RodrigoPrior</a> e o <a href="http://twitter.com/alexprimo" target=_blank>Alex Primo</a> discutiram e no final, debatemos um pouco a respeito das características de site de rede social e rede social e se o <a href="http://www.formspring.me/" target=_blank>Formspring</a> se enquadraria nesses elementos. Como 140 caracteres, afinal, são pouca coisa, vou resumir o que eu queria defender aqui.
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<a href="http://jcmc.indiana.edu/vol13/issue1/boyd.ellison.html" target=_blank>Site de rede social</a> é uma denominação específica, criada para focar ferramentas que disponibilizam publicamente as redes sociais das pessoas (indivíduos e suas conexões). É o caso do Orkut, por exemplo. Já "rede social" é um <strong>conceito utilizado para focar a estrutura dos grupos sociais</strong>. Ou seja, o que se chama de "rede social" é, na base, um grupo de pessoas que está interconectado. A idéia dos estudiosos das "redes sociais" é observar, assim, as estruturas sociais e utilizar a metáfora da rede para analisar as causas e efeitos dessas estruturas.
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<strong>O que pode ser considerado uma rede social na Internet, assim? </strong>
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Do meu ponto de vista, qualquer representação de um grupo social, que permita a observação desse grupo a partir de suas conexões pode ser estudado a partir da metáfora da rede social. A Internet tem características próprias na publicização das conexões. Podemos, por exemplo, observar as conexões a partir de elementos estáticos - como os links entre os seguidos ou seguidores no Twitter (o que eu chamo de redes de associação ou redes associativas, baseadas em laços de pertencimento). E podemos, também, inferir essas conexões a partir de conversações, por exemplo, como é o caso das conversas numa ferramenta de chat (o que eu chamo de rede emergente, ou seja, baseada em conexões relacionais). (Aliás, essa idéia de que as redes sociais não são todas iguais também é defendida pelo <a href="http://www.hpl.hp.com/research/idl/people/huberman/" target=_blank>Bernardo Huberman</a> e seus co-autores neste <a href="http://firstmonday.org/htbin/cgiwrap/bin/ojs/index.php/fm/article/view/2317/2063" target=_blank>texto sobre o Twitter</a>).
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Meu ponto, portanto, é que <strong>o conceito de rede social não é estanque</strong>. É uma <strong>ferramenta</strong>, que auxilia a perceber a estrutura (e, como defendo no meu livro, também as funções) dos grupos sociais. Mas quem define o que vai ser observado como rede social? Em última análise, o pesquisador ou analista. :-) Claro que é preciso que se consiga "ver" a estrutura na ferramenta, por exemplo, individualizar os nós e perceber as conexões. Por isso eu disse que uma ferramenta que não é um site de rede social pode ser apropriada como tal. E aí chegamos no Formspring.
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<strong>Afinal, o Formspring é um site de rede social?</strong>
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Depende. Se utilizarmos apenas a ferramenta para a discussão, não. Mas se observarmos as práticas sociais emergentes na ferramenta, pode ser que sim. Por exemplo, conheço algumas pessoas que usam o Formspring como site de rede social. Como? Elas costumam colocar perguntas e responder as dos seus amigos. Essas trocas vão fazer com que nós, analistas, percebamos que aqueles indivíduos são um grupo social. Mas, em princípio, a ferramenta Formspring não tem características de site de rede social, pois não foi feita para publicizar redes sociais. Assim, é difícil definir a priori, se uma ferramenta pode servir para estudar as redes sociais ou não. Depende. É preciso observar também as práticas sociais que vão reconfigurar os sentidos do suporte técnico.</p>
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/o_formspring_e_um_site_de_rede_social.html#comments" title="Comment on: O Formspring é um site de rede social?">Comentarios (5)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(Juliana Rossa on 
jul 29, 2010  9:29 AM) 

O assunto ficou bem claro com essa explicação. 
Devemos analisar as redes sociais na internet sempre dentro de um contexto. 
Abraço!</p>
<p>(João Baptista Lago on 
jul 29, 2010 10:16 AM) 

Oi, Raquel: em outras palavras; havendo apropriação por parte de uma rede, *qualquer* ferramenta pode ser um site de redes sociais? Mesmo que não tenha sido [o site] concebido para isso. O que definiria se seria SRS ou não, portanto, seria a apropriação e, não, a ferramenta: que até pode ter uma arquitetura visando abrigar redes e facilitar seus fluxos, porém, se não for apropriada por redes sociais, na prática não seria SRS.

***

Agora queria mudar de assunto e aproveitar pra jogar um pouquinho de lenha na fogueira, em relação a algo que defendo há um certo tempo: as redes sociais não precisariam ser necessariamente reflexo & materialização, na Internet, das redes presenciais: uma rede pode se constituir na Internet a partir do próprio site, pode brotar diretamente de sua plataforma, sem qualquer vínculo com o presencial. Nesse sentido, embora eu adore o Bourdieu e seja muito chatinho com os americanos, nesse ponto acho que a contribuição dos americanos seria importante para explicar este fenômeno, da rede social nascendo da própria plataforma e absolutamente descolada, do presencial. Por quê? Porque, na concepção dos americanos, o capital social não seria posse, propriedade de um grupo fechado, como ocorre na definição bourdieusana. O capital social pode ser algo que permeia e transita pela sociedade e é exatamente esse capital social "posse de ninguém" e de um coletivo sem rosto ao mesmo tempo, que possibilita você usar um SRS, adicionar pessoas que você nunca viu na vida nem sabe de onde vieram e, mesmo assim, estabelecer uma relação com elas, inclusive com vínculos fortes. Acho que a grande sacada de mestre do FB ao introduzir os social games em sua plataforma, foi justamente isso: fornecendo games, o FB forneceu um capital social aos usuários.  Olha só que interessante: naqueles groups existentes apenas para você arrumar parceiros de jogo no FB, é claro que a maioria de quem vocâ adiciona para aumentar tua pontuação e privilégios no jogo, é composta por pessoas em relação às quais, teu laço é fraco.  Isso não impede, no entanto, que você comnce a trocar figurinhas com algumas dessas pessoas, sobre coisas que nada têm a ver com o game. Claro que com todo mundo não dá para fazer isso, mesmo porque, o add ocorreu em função do game e nem sempre a conversão do vínculo de jogo para um vínculo pessoal, é bem aceita. Mas tem muitos casos em que isso acontece, sim! É preciso considerar, finalmente, que o processo de escolha desses parceiros de jogos, muitas vezes é influenciado por fatores subjetivos. Você não sabe nada sobre a pessoa, mas você, antes de enviar o "request" para ser add por ela, você de certa forma fez uma leitura (ainda que inconsciente) sobre essa pessoa, principalmente de sua foto de avatar. Assim, adicionando por uma afinidade em relação ao que a foto de avatar dela sugeriu, você está assegurando que, futuramente, um aprofundamente do vínculo seja possível e vá além do game (salvo, em casos de jogadores realmente viciadões, de verdade).  

Análogamente falando, do mesmo modo que o game atuaria como uma espécie de ponto em comum entre usuários desconhecidos, o capital social "coletivo" (e não posse do grupo), seria o elemento comum que possibilitaria que desconhecidos, constituíssem uma rede social a partir da própria plataforma.      

Abração, pra vc e pra filhota, que sem dúvida será sempre muito criativa: tão logo nasceu já caiu dentro do grande caldeirão de pó de pirlimpimpim da tua casa. Assim como o amigo do Astérix, o Obélix: que sempre foi forte, por haver caído, quando bebê, dentro do caldeirão de poção mágica do druida Panoramix.  </p>
<p>(<a title="http://www.pontomidia.com.br/raquel" href="http://www.pontomidia.com.br/raquel" rel="nofollow">raquel</a> on 
jul 29, 2010 10:48 AM) 

Oi JB!
Concordo com a idéia de que a Internet MODIFICA as redes sociais, transformando o universo do offline e não apenas o reflete. É daí que eu comecei a discutir as redes sociais de associação, ou seja, que não são baseadas em conexões estabelecidas através da interação. É por isso que conseguimos ter mil amigos no orkut e apenas poucos na vida offline. :D Acho que existe uma conexão entre as redes sociais offline e online, mas a Internet amplifica essas conexões, oferecendo, por exemplo, acesso a tipos de capital social que seria inacessíveis de outra forma. :D</p>
<p>(<a title="http://sabeoque.blogspot.com" href="http://sabeoque.blogspot.com" rel="nofollow">Daniela</a> on 
jul 29, 2010  2:37 PM) 

Acopanhei a discussão pelo twitter e li os dois textos, o teu e o do Alex Primo. No fim, acredito que um complementou o outro.
O formspring não pode ser generalizado como uma rede social, mas é possível, se compreendi o que você quis dizer, que ele seja usado (uma ferramenta) por um grupo de atores como uma rede. Desde que eles estejam identificados, será possível analisar o grupo. Certo?
</p>
<p>(<a title="http://www.sousocialmedia.wordpress.com" href="http://www.sousocialmedia.wordpress.com" rel="nofollow">Ana Célia Costa</a> on 
jul 29, 2010  7:27 PM) 

Acredito que não é uma mídia social, visto que anônimos podem participar e com isso perder um vínculo no canal. Dessa forma o conceito fica diferente do que espera como ocorre em outros como Facebook, Orkut, Youtube...</p>
</description>
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<dc:date>2010-07-29T08:36:07-03:00</dc:date>
</item>

<item>
<title>Orkut x Facebook: Divisão de classe no Brasil?</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/orkut_x_facebook_divisao_de_classe_no_brasil.html</link>
<description>O último post da danah boyd retomou uma discussão antiga que ela iniciou a respeito da migração de usuários entre o MySpace e o Facebook nos Estados Unidos. O trabalho dela mostra que há também uma divisão cultural e racial entre as duas ferramentas, que ela observa através da linguagem e dos símbolos culturais construídos pelos adolescentes nas ferramentas. Ou seja, que os preconceitos e práticas existentes no dia a dia da sociedade americana são também transportados para o ciberespaço, em última análise. Quando olhamos para o Brasil, observamos coisas parecidas. Enquanto o Orkut é o site-mor repositório do dia a dia do brasileiro, o Facebook tem crescido de forma consistente no Brasil. Ainda está longe de ameaçar o Orkut, mas cresce. A questão é: onde cresce e como cresce? O Orkut, faz alguns anos, passou a crescer com força entre as classes menos favorecidas no Brasil. Esse fenômeno foi rapidamente etiquetado por muitos como processo de &quot;favelização do Orkut&quot;. Ao mesmo tempo, notícias frequentemente associam o Orkut com eventos criminosos, apontando os riscos da ferramenta (um dos principais motivos pelos quais muitos banem o acesso em instituições e escolas). O preconceito com esse &quot;novo&quot; público foi rapidamente evidenciado. Por exemplo, olhando uma matéria recente de uma revista a respeito do Orkut, recorto algumas &apos;falas&apos; dos comentaristas a respeito da ferramenta: &quot;é lamentável um site tão util como o orkut tenha sido dominado por esses seres sem nenhuma capacidade de raciocínio, por essas e outras que muita gente está migrando pro facebook que apesar de ter uma interface pior ainda não chegou na favela.&quot; &quot;destruiram o orkut tanto quanto os fakes e a “favelização”&quot; No meu próprio blog, recebo diversos comentários com falas semelhantes, apontando os problemas do Orkut como &apos;culpa&apos; de outros usuários, aqueles das classes menos favorecidas. Essas falas apontam claramente para a construção de um preconceito. E esse preconceito, como construção cultural vai agregando outras práticas, tal como a migração das classes mais altas para ferramentas mais &quot;seguras&quot; como o Facebook. Dados da Nielsen Online divulgados pelo IDGNow! no final do ano passado já apontavam: o Facebook cresce mais junto às classes A e B, que estão migrando lentamente do Orkut. Outros números, divulgados pelo Inside Facebook também apontam esse crescimento no Brasil. Enquanto o Facebook soa como um espaço &quot;salvo&quot;, &quot;privado&quot; e &quot;seguro&quot;, o Orkut é frequentemente retratado como um espaço de &quot;crime&quot;, &quot;falta de segurança&quot; e &quot;risco&quot;. O que parece acontecer aqui é a mesma construção cultural da divisão de classes observada pela danah nos Estados Unidos. Estamos transportando preconceitos sociais que estão firmemente construídos na sociedade brasileira para o ciberespaço. Este post apresenta apenas alguns indícios dessa questão, que merece ser investigada mais a fundo....</description>
<guid isPermaLink="false">5003@http://www.pontomidia.com.br/raquel/</guid>
<content:encoded><![CDATA[<img alt="orkutfb.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/orkutfb.jpg" width="349" height="174" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />O <a href="http://www.zephoria.org/thoughts/archives/2010/07/21/myspace-and-facebook-how-racist-language-frames-social-media-and-why-you-should-care.html" target=_blank>último post da danah boyd</a> retomou uma discussão antiga que ela iniciou a respeito da migração de usuários entre o MySpace e o Facebook nos Estados Unidos. O trabalho dela mostra que há também uma divisão cultural e racial entre as duas ferramentas, que ela observa através da linguagem e dos símbolos culturais construídos pelos adolescentes nas ferramentas. Ou seja, que os preconceitos e práticas existentes no dia a dia da sociedade americana são também transportados para o ciberespaço, em última análise.
<BR><BR>
Quando olhamos para o Brasil, observamos coisas parecidas. Enquanto o Orkut é o site-mor repositório do dia a dia do brasileiro, o Facebook tem crescido de forma consistente no Brasil. Ainda está longe de ameaçar o Orkut, mas cresce. A questão é: onde cresce e como cresce?
<BR><BR>
O Orkut, faz alguns anos, passou a crescer com força entre as classes menos favorecidas no Brasil. Esse fenômeno foi rapidamente etiquetado por muitos como processo de "favelização do Orkut". Ao mesmo tempo, notícias frequentemente associam o Orkut com eventos criminosos, apontando os riscos da ferramenta (um dos principais motivos pelos quais muitos banem o acesso em instituições e escolas). O preconceito com esse "novo" público foi rapidamente evidenciado. Por exemplo, olhando uma matéria recente de uma revista a respeito do Orkut, recorto algumas 'falas' dos comentaristas a respeito da ferramenta:
<blockquote><i>
"é lamentável um site tão util como o orkut tenha sido dominado por esses seres sem nenhuma capacidade de raciocínio, por essas e outras que muita gente está migrando pro facebook que apesar de ter uma interface pior ainda não chegou na favela."
<BR><BR>
"destruiram o orkut tanto quanto os fakes e a “favelização”"</i>
</blockquote>
No meu próprio blog, recebo diversos comentários com falas semelhantes, apontando os problemas do Orkut como 'culpa' de outros usuários, aqueles das classes menos favorecidas. Essas falas apontam claramente para a construção de um preconceito. E esse preconceito, como construção cultural vai agregando outras práticas, tal como a migração das classes mais altas para ferramentas mais "seguras" como o Facebook. Dados da <a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/10/21/numero-de-usuarios-do-facebook-dobra-no-brasil-em-5-meses-diz-ibope/" target=_blank>Nielsen Online divulgados pelo IDGNow! no final do ano passado</a> já apontavam: o Facebook cresce mais junto às classes A e B, que estão migrando lentamente do Orkut. Outros números, divulgados pelo <a href="http://www.insidefacebook.com/2010/04/22/mexico-lead-but-brazil-gained-in-march-as-facebook-growth-accelerated-for-latin-america-in-march/" target=_blank>Inside Facebook</a> também apontam esse crescimento no Brasil. Enquanto o Facebook soa como um espaço "salvo", "privado" e "seguro", o Orkut é frequentemente retratado como um espaço de "crime", "falta de segurança" e "risco". O que parece acontecer aqui é a mesma construção cultural da divisão de classes observada pela danah nos Estados Unidos. Estamos transportando preconceitos sociais que estão firmemente construídos na sociedade brasileira para o ciberespaço. Este post apresenta apenas alguns indícios dessa questão, que merece ser investigada mais a fundo.



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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/orkut_x_facebook_divisao_de_classe_no_brasil.html#comments" title="Comment on: Orkut x Facebook: Divisão de classe no Brasil?">Comentarios (25)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(<a title="http://www.eusoqueriaumcafe.com" href="http://www.eusoqueriaumcafe.com" rel="nofollow">Ruleandson do Carmo</a> on 
jul 23, 2010 12:54 PM) 

Escrevi e apresentei no 3º Seminário Blogs: Redes Sociais e Comunicação Digital, em Novo Hamburgo (RS) o artigo "PRECONCEITO SOCIAL NA INTERNET: a reprodução de preconceitos e desigualdades sociais a partir da análise de sites de redes sociais", no qual analisei o discurso contra a "orkutização" do Twitter, nome dados por usuários do serviço de micro-blog e de blogs mesmo para a vinda de usuários do Orkut para o Twitter o que segundo os que são contra tal "orkutização" estaria tornando o conteúdo publicado no Twitter pobre e irrelevante. Há a divisão de classes também nos sites, só não percebe quem não quer. Bom ver que não fui o único a me atentar para essa questão! ;)</p>
<p>(<a title="http://www.eusoqueriaumcafe.com" href="http://www.eusoqueriaumcafe.com" rel="nofollow">Ruleandson do Carmo</a> on 
jul 23, 2010  1:15 PM) 

Ah, para quem se interessar em ler meu artigo "PRECONCEITO SOCIAL NA INTERNET: a reprodução de preconceitos e desigualdades sociais a partir da análise de sites de redes sociais" o resumo nos anais do evento está aqui: http://www.feevale.br/files/documentos/pdf/36655.pdf e o artigo completo está aqui: http://sites.google.com/site/ruleandson/Home/PRECONCEITOSOCIALNAINTERNET_An%C3%A1lisedoorkutetwitter_PP.pdf :D</p>
<p>(Kárita on 
jul 23, 2010  1:34 PM) 

Muito bom texto. A transposição para a net, principalmente em redes sociais, de preconceitos e "questões de classes" já havia dado vários indícios. Recordo certa vez ter visto uma colega a pedir para ser convidada para a rede Elysiants, bastante mais "seletiva". Em Portugal acontece algo semelhante (talvez aqui um pouco mais  influenciado pelo fator idade)que é a migração do Hi5 para o Facebook. Para finalizar, havia lido este texto pela manhã sobre Orkut e pedofilia:
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=179471



</p>
<p>(Kárita Francisco on 
jul 23, 2010  2:07 PM) 

Acabei de ver via twitter... Um app para Facebook que deixa o tom da pele mais claro gera polêmica na Índia...precisa dizer algo mais?

http://globalvoicesonline.org/2010/07/23/india-fair-lovely-and-facebooked/
</p>
<p>(<a title="http://htt://www.moda-e-comunicacao.blogspot.com" href="http://htt://www.moda-e-comunicacao.blogspot.com" rel="nofollow">Daniela</a> on 
jul 23, 2010  2:30 PM) 

Eu tinha Orkut quando apenas uns três amigos brasileiros tinham. Facebook também: eu tinha conta lá, mas ninguém conhecia ou aderia, a não ser amigos que moravam fora. No final das contas cancelei Facebook, Twitter, Fotolog e fiquei só com o Orkut. Agora o Orkut está com essa target de ser noncult, mas espere o lançamento do filme sobre Facebook e ele virar pop! Creio que haverá então mais uma migrarão para outra rede social considerada mais "a salvo", "privada" e "segura" que o Facebook. Um pouco de teoria do caos para desestabilizar! </p>
<p>(<a title="http://www.twitter.com/emidia" href="http://www.twitter.com/emidia" rel="nofollow">Emídia</a> on 
jul 23, 2010  2:44 PM) 

Acho que é natural procurar lugares aparentemente mais "seguros". O problema é que a maioria das pessoas foge de algo que se impõe: a desigualdade que nós mesmos alimentamos, seja ativa ou passivamente. Não adiantam redes sociais mais "sofisticadas", grades ou segurança privada. Enquanto ignorarmos que fazemos parte da solução, todos os problemas gerados pela falta de acesso a educação, saúde e segurança públicas vão continuar nos seguindo. Isso sem falar que tanto Orkut quanto Facebook quanto nossa vida real estão cheios de gente que não é de favela, que "tem estudo", fazendo coisas tão ruins ou piores do quem nasceu e cresceu no meio da violência e da privação de direitos. </p>
<p>(<a title="http://osrasianos.blogspot.com/" href="http://osrasianos.blogspot.com/" rel="nofollow">Eugênio Mira</a> on 
jul 23, 2010  3:02 PM) 

Essa discussão é velha, e pelo jeito ainda vai longe. Quando eu publiquei meu artigo sobre os "Segurança em sites de relacionamento", os problemas eram na sua maioria de privacidade. Agora, além disso, podemos encontrar apologia à crimes, drogas e, a quase onipresente, pedofilia. Naturalmente, em qualquer rede social existem problemas desse tipo, mas no caso do Orkut fica cada vez mais clara uma postura do Google no sentido de "não enxergar" tais  problemas, limitando-se a transferir a responsabilidade do conteúdo para os usuário, como podemos conferir na notícia abaixo: 

http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2010/07/procuradoria-geral-entra-com-acao-que-pode-fechar-o-orkut-no-brasil.html

No meu novo artigo, vou focar a relação dos usuários dentro do ambiente acadêmico, mas como não dar atenção para os casos crescentes de violência, principalmente nos casos de cyberbullying? Em minha singela opinião, o Orkut é uma Rede Social com os dias contados se não consertar problemas sérios em sua formulação. No entanto, será que mudando a fórmula do sucesso que fez do Orkut o site mais acessado do país, ele conseguirá manter seu ritmo? A Google não está disposta a pagar pra ver.

José Eugênio - Analista de Infra e Professor</p>
<p>(Thysa Jackes on 
jul 23, 2010  3:48 PM) 

Muito bom!</p>
<p>(<a title="http://ciberalgo.wordpress.com" href="http://ciberalgo.wordpress.com" rel="nofollow">Paulo Victor</a> on 
jul 23, 2010  8:07 PM) 

Coisa que me assusta, Raquel, nesse processo de divisão digital, é o fato de brasileiros gerarem conversações estritamente em inglês no Facebook (o que nunca vi no Orkut), talvez no intuito de se isolarem mais e mais num suposto elitismo. Não sei o quão é recorrente, mas tenho visto com certa frequência - agora menos que tempos atrás, é verdade - amigos e amigos de amigos atualizarem seus status (com comentários) apenas em inglês, mesmo quando boa parte de seus amigos falam português. Definitivamente, coisa pra gringo ver...</p>
<p>(Celine on 
jul 23, 2010 11:34 PM) 

Eu comecei a usar o Facebook pra manter contato com os amigos que fiz durante o intercâmbio, logo minhas atualizações são quase todas em ingles.
Pra mim ambos os sites tem uma interface péssima, e recursos inuteis. Mas é o que temos.
Mas muitas pessoas agem como o Paulo victor falou, o que acho ridículo!</p>
<p>(<a title="http://www.nextmediaandsociety.org" href="http://www.nextmediaandsociety.org" rel="nofollow">FG</a> on 
jul 24, 2010  7:28 AM) 

I keep hearing stories like this again and again from several different countries. The first dominant SNS, when outperformed by a competitor (often Facebook), suddenly becomes a sort of ghetto for lower income classes. It seems as they lag behind the rest of the population...</p>
<p>(<a title="http://www.webdialogos.com" href="http://www.webdialogos.com" rel="nofollow">Tiago Nogueira</a> on 
jul 24, 2010  9:13 AM) 

Problema muito bem percebido, acho que seria uma pesquisa muito interessante observar essa "migração" orkut/facebook por causa do preconceito social.</p>
<p>(jc on 
jul 24, 2010 12:07 PM) 

oi raquel,
permita-me compartilhar um artigo que trata justamente deste tema - http://webinsider.uol.com.br/2010/05/03/o-orkut-sera-superado-pelo-facebook-no-brasil/
um abraço</p>
<p>(<a title="http://www.gutierrez.pro.br/" href="http://www.gutierrez.pro.br/" rel="nofollow">Suzana Gutierrez</a> on 
jul 26, 2010  8:41 AM) 

Oi Raquel

Bom texto e ótimos comentários dos leitores. A rede não é uma dimensão estanque da realidade social, ela reflete, funciona dentro da mesma lógica que perpassa as relações sociais. O 'ciberespaço' não é algo que paira acima ou fora do contexto histórico de seu tempo.
É óbvio que o Facebook não é mais "privado ou seguro" que o Orkut. Apenas e momentaneamente é mais "exclusivo".  Compartilhar o espaço de forma horizontal, aceitando pessoas consideradas economica e socialmente 'inferiores' é muito incomum e não seria diferente nos 'espaços virtuais'.
O que mais me chama a atenção nisso tudo é que as questões de classe (aqui entendendo classe na erspectiva marxiana) continuam bem presentes, apesar dos sucessivos decretos de morte da ideologia e fim da história. A web, em especial pós web 2.0 (como chamam), está reproduzindo cada uma das relações de poder sob as quais vivemos e desviando das grandes possibilidades emancipatórias que a cultura hacker apontava nos anos 1990. Assim como a violência, a pedofilia, e as questões de classe crescem nos sites de redes sociais, cresce também o trabalho imaterial e a apropriação privada do que é socialmente construído. Orkut e Facebook não vão abrir mão da grande massa trabalhadora que aduba diariamente as suas fazendinhas :) E o povo que procura griffe na rede vai ficar dividido entre o ambiente exclusivo e a algazarra do parque de diversões.
Bons estudos nesta área!

abraços!</p>
<p>(<a title="http://contextoweb.wordpress.com" href="http://contextoweb.wordpress.com" rel="nofollow">Maria Fernanda Lacerda Pereira</a> on 
jul 28, 2010  2:30 PM) 

Acredito que as relações entre pessoas foram marcadas ao longo do tempo pelo preconceito de forma geral. É inútil negar. Não estou defendendo o preconceito, mas destacando que ele existe por todas as partes e não seria diferente no mundo virtual.
Outro aspecto importante é o nicho de mercado. Cada público se identifica mais com determinadas características e isso também é notório. Para anunciantes, por exemplo, essa divisão de mercados-alvo é extremamente útil..
Abraços

http://contextoweb.wordpress.com</p>
<p>(Sérgio Rocha on 
jul 28, 2010  3:16 PM) 

Se o preconceito existe na sociedade, qual o espanto de ele se reproduzir nas "redes sociais"? Estranho seria se isso não acontecesse. Não acho que isso mereça um estudo mais apronfundado. Afinal, o problema não está nas redes sociais, o preconceito não surgiu nelas. Elas apenas reproduzem o que já existe na "rede social real".</p>
<p>(<a title="http://www.geekado.blogspot.com" href="http://www.geekado.blogspot.com" rel="nofollow">Leonardo Henrique</a> on 
jul 29, 2010  9:01 AM) 

E outra... tenho lido muuitas vzs, até uma revista especializada em Internet já tocou no assunto, que há um pensamento preconceituoso e rasteiro de que toda vez que há presença  de pessoas notoriamente de classes mais 'populares' no Twitter e Facebook, muita gente diz q tá "Orkutizando"</p>
<p>(<a title="http://elogiodadialetica.blogspot.com" href="http://elogiodadialetica.blogspot.com" rel="nofollow">tejo</a> on 
jul 29, 2010  5:04 PM) 

"as questões de classe (aqui entendendo classe na erspectiva marxiana) continuam bem presentes, (...)"

Mas é claro. Orkut, Facebook, Twitter, está tudo na superestrutura. Sempre irão refletir a base material da sociedade.

Uso todos eles, mas nunca vi nada demais no Facebook. Prefiro o Orkut, sim.</p>
<p>(<a title="http://www.cintiadalbello.blogspot.com" href="http://www.cintiadalbello.blogspot.com" rel="nofollow">Cíntia Dal Bello</a> on 
ago 15, 2010  1:34 PM) 

Raquel, parabéns pelo post. As questões foram muito bem observadas. Motivou-me a escrever alguns apontamentos sobre o assunto para, quem sabe?, avançarmos nas análises e discussões. Um abraço! (Aproveito para dizer que admiro muito a seriedade do seu trabalho). Segue link do post: http://cintiadalbello.blogspot.com/2010/08/facebook-e-classe.html</p>
<p>(<a title="http://www.youtube.com.br/confinsartisticos" href="http://www.youtube.com.br/confinsartisticos" rel="nofollow">Reinecken</a> on 
ago 18, 2010  9:54 AM) 

É... não tinha me dado conta da quantidade de criminalidades que a escola atribui ao Orkut. E, também, a maioria dos professores que conheço não usa sequer o e-mail direito. Mas, hipocritamente, falam e gostam do orkut. E às vezes, se relacionam com seus alunos por lá.</p>
<p>(Livia on 
ago 18, 2010  9:59 AM) 

Raquel, 
O maior problema do orkut não foi a populaização da ferramenta e sim o desrespeito como os brasileiros interagiram nela. Um exemplo eram as discussões em comunidades que sempre indicavam a lingua oficial. Os brasileiros eram os únicos que se achavam no direito de ler um post em inglês e respondê-lo ou comentá-lo em português. Não vou nem entrar na questão de spam e agressões.

Sem civilidade e respeito ao próximo não há convivência. Já começamos a ver sinais desse comportamento no Twitter. Graças a comportamentos desse tipo é que os brasileiros são cada vez mais estigmatizados como baderneiros e sem educação.</p>
<p>(Sérgio BR on 
ago 18, 2010 10:11 AM) 

A nossa classe média (A/B) não consegue realmente encarar a ascensão social das classes mais pobres (D/E) como uma coisa positiva ou natural.

A maioria das pessoas que eu conheço ficaria até mesmo constrangida se a sua empregada doméstica a incluísse na lista de amigos do Orkut, muito mais do que aquele colega de trabalho mala que adiciona você no Facebook ou no Linked In e você não tem como rejeitar.

Mas é assim que vivemos. Se esta mesma pessoa encontrar esta mesma empregada em um casamento, por exemplo, não saberia o que fazer.</p>
<p>(<a title="http://twitter.com/betogaletto" href="http://twitter.com/betogaletto" rel="nofollow">Beto Galetto</a> on 
ago 18, 2010  3:01 PM) 

Embora não dê para negar que existam casos de preconceito, acho que a questão principal não é essa, e sim a "poluição" que tomou conta do Orkut de tempos para cá.

Pegando meu caso como exemplo: minha página de recados foi tomada por recados automáticos com anúncios de festas. Fui obrigado a bloquear dezenas de pessoas para deixar a coisa mais tranquila, mas mesmo assim ainda sofro desse mal.

Já nas comunidades, fica difícil de ter uma discussão decente, já que os fóruns estão tomados por anúncios das coisas mais bizarras e de posts sem coerência alguma, cheios de cores e formatações estranhas.

Acredito que o ponto aqui é que, devido a enorme popularização do Orkut no Brasil, muita gente começou a tentar tirar algum proveito da rede, e isso acabou poluindo a coisa de uma forma que é difícil ter volta. Por isso a migração para o Facebook, que devido a interface considerada menos amigável, ainda inibe esse tipo de prática (embora isso já esteja começando a acontecer aos poucos).

Resumindo: Não é preconceito. É muita gente fazendo mau uso da ferramenta.</p>
<p>(<a title="http://twitter.com/betogaletto" href="http://twitter.com/betogaletto" rel="nofollow">Beto Galetto</a> on 
ago 18, 2010  3:40 PM) 

@Sérgio BR
Cara, não se trata de ascensão social. As classes mais pobres continuam pobres e sempre vão existir. O que mudou foi o acesso à tecnologia.

Por R$1, qualquer pessoa pode passar uma hora na internet em uma LAN house.</p>
<p>(Livia on 
ago 19, 2010  8:53 AM) 

@BetoGaletto 
Cara, concordo com vc. Chamar a inclusão digital de ascensão social é um erro. Como vc colocou: o mau uso da ferramenta provoca evasão de usuários. É igual a um vizinho barulhento e inconveniente: aqueles que podem se mudam rapidamente pra fugir do incômodo. As regras da boa educação continuam valendo na internet e mais, ainda temos que respeitar as novas regras de etiqueta virtual.
Sds</p>
</description>
]]></content:encoded>
<dc:subject>sites de rede social</dc:subject>
<dc:date>2010-07-23T08:39:22-03:00</dc:date>
</item>

<item>
<title>Quizzes e Sites de Rede Social</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/quizzes_e_sites_de_rede_social.html</link>
<description>Um dos primeiros aplicativos que começou a chamar a atenção no Facebook foi o Quizz Creator, uma ferramenta que permitia que qualquer um criasse seu próprio quiz e pudesse enviá-lo a sua rede social. A ferramenta fez um sucesso imenso, não apenas pela quantidade de quizzes criados, mas igualmente, pela popularidade dos mesmos. Eu e o Ricardo Araújo estudamos os 100 quizzes mais populares da ferramenta em 2009 e observamos alguns elementos interessantes. Dinâmicas dos Quizzes Os quizzes possuem uma dinâmica social associada a seus valores construídos pelas redes sociais. Dois valores sociais são associados aos quizzes. O primeiro deles é a construção da identidade. O quizz é uma forma divertida de construir afirmações identitárias. Ao obter um resultado interessante, o usuário também pode optar por dividí-lo com sua rede social. E aqui vem o segundo valor, o social. Ao dividir o resultado com a rede, o usuário torna o quizz socialmente relevante, pois inicia uma &quot;brincadeira&quot; onde as demais conexões também passam a fazer o quizz para comparar os resultados. Essa brincadeira coletiva é parte importante da dinâmica dos quizzes. Um dos exemplos mais emblemáticos desses valores foram os quizzes &quot;O quão bem você conhece &apos;Fulano&apos;?&quot; construídos pelos atores em questão. Esses jogos são especialmente relevantes nas questões identitárias e sociais (só fazem sentido se a rede social responder ao quizz. E ao mesmo tempo, são valorizados por permitir ao usuário perceber como a rede o vê). Os quizzes, assim, inspiram também mais dois valores secundários: a interação social baseada nos resultados do quizz (conversação) e o lazer, ou seja a construção de espaços de lazer e diversão, típicos dos sites de rede social atualmente. Por causa desses valores, um dos elementos interessantes dos quizzes é sua migração para outras ferramentas. Por exemplo, observamos que os criadores passavam a divulgar seus quizzes no Twitter, bem como a dividir seus resultados no mesmo. Essas dinâmicas indicam a valorização das ferramentas em questão. A interação gerada no Twitter a partir dessas ferramentas é muito interessante, pois mostra uma dimensão conversacional às ferramentas que não é tão evidente no Facebook. Assim, os quizzes são populares principalmente entre os laços mais fortes, pois auxiliam a manter essas conexões, criando interação, auxiliando na construção identitária e na identificação social e, finalmente, no lazer. Apesar disso, os quizzes, de uma forma particular, atingem determinados públicos específicos e não são apps que, individualmente, atingem uma porção extremamente significativa de usuários. Seu valor está na quantidade. Alguns quizzes, com algumas temáticas específicas - como aqueles sobre o seriado Sex and The City - eram particularmente mais populares. Mas de um modo geral, a expressiva maioria dos quizzes atingia apenas um pequeno percentual de usuários. Valores associados a quizzes de sucesso Originalidade Qualidade das questões Quantidade de resultados possíveis Possibilidade de comparar resultados e dividi-los com a rede social Valores negativos associados a quizzes Spam social Perda de tempo Péssima qualidade nas questões Poucos resultados possíveis Dificuldade de comparar resultados com a rede social...</description>
<guid isPermaLink="false">5002@http://www.pontomidia.com.br/raquel/</guid>
<content:encoded><![CDATA[<img alt="facebook-screenshot-quizzes.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/facebook-screenshot-quizzes.jpg" width="300" height="167" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />Um dos primeiros aplicativos que começou a chamar a atenção no Facebook foi o <a href="http://www.facebook.com/thequizcreator" target=_blank>Quizz Creator</a>, uma ferramenta que permitia que qualquer um criasse seu próprio quiz e pudesse enviá-lo a sua rede social.  A ferramenta fez um sucesso imenso, não apenas pela quantidade de quizzes criados, mas igualmente, pela popularidade dos mesmos. Eu e o <a href="http://www.pontomidia.com.br/ricardo target=_blank">Ricardo Araújo</a> estudamos os 100 quizzes mais populares da ferramenta em 2009 e observamos alguns elementos interessantes.
<BR><BR>
<strong>Dinâmicas dos Quizzes</strong>
<BR><BR>
Os quizzes possuem uma dinâmica social associada a seus valores construídos pelas redes sociais. Dois valores sociais são associados aos quizzes. O primeiro deles é a <strong>construção da identidade</strong>. O quizz é uma forma divertida de construir afirmações identitárias. Ao obter um resultado interessante, o usuário também pode optar por dividí-lo com sua rede social. E aqui vem o segundo valor,<strong> o social</strong>. Ao dividir o resultado com a rede, o usuário torna o quizz socialmente relevante, pois inicia uma "brincadeira" onde as demais conexões também passam a fazer o quizz para comparar os resultados. Essa brincadeira coletiva é parte importante da dinâmica dos quizzes. Um dos exemplos mais emblemáticos desses valores foram os quizzes "O quão bem você conhece 'Fulano'?" construídos pelos atores em questão. Esses jogos são especialmente relevantes nas questões identitárias e sociais (só fazem sentido se a rede social responder ao quizz. E ao mesmo tempo, são valorizados por permitir ao usuário perceber como a rede o vê). Os quizzes, assim, inspiram também mais dois valores secundários: a interação social baseada nos resultados do quizz (conversação) e o lazer, ou seja a construção de espaços de lazer e diversão, típicos dos sites de rede social atualmente.
<BR><BR>
Por causa desses valores, um dos elementos interessantes dos quizzes é sua <strong>migração para outras ferramentas</strong>. Por exemplo, observamos que os criadores passavam a divulgar seus quizzes no Twitter, bem como a dividir seus resultados no mesmo. Essas dinâmicas indicam a valorização das ferramentas em questão. A interação gerada no Twitter a partir dessas ferramentas é muito interessante, pois mostra uma dimensão conversacional às ferramentas que não é tão evidente no Facebook.
<BR><BR>
Assim, <strong>os quizzes são populares principalmente entre os laços mais fortes, pois auxiliam a manter essas conexões</strong>, criando interação, auxiliando na construção identitária e na identificação social e, finalmente, no lazer. Apesar disso, <strong>os quizzes, de uma forma particular, atingem determinados públicos específicos e não são apps que, individualmente, atingem uma porção extremamente significativa de usuários</strong>. Seu valor está na quantidade. Alguns quizzes, com algumas temáticas específicas - como aqueles sobre o seriado Sex and The City - eram particularmente mais populares. Mas de um modo geral, a expressiva maioria dos quizzes atingia apenas um pequeno percentual de usuários.
<BR><BR>
<strong>Valores associados a quizzes de sucesso</strong><BR>
<ul>
	<li>Originalidade</li>
	<li>Qualidade das questões </li>
	<li>Quantidade de resultados possíveis</li>
	<li>Possibilidade de comparar resultados e dividi-los com a rede social</li>
</ul>
<BR><BR>
<strong>Valores negativos associados a quizzes</strong><BR>
<ul>
	<li>Spam social</li>
	<li>Perda de tempo</li>
	<li>Péssima qualidade nas questões</li>
	<li>Poucos resultados possíveis</li>
	<li>Dificuldade de comparar resultados com a rede social</li>
</ul>


</p>
<p>
<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/quizzes_e_sites_de_rede_social.html#comments" title="Comment on: Quizzes e Sites de Rede Social">Comentarios (2)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(<a title="http://contextoweb.wordpress.com" href="http://contextoweb.wordpress.com" rel="nofollow">Maria Fernanda Lacerda Pereira</a> on 
jul 21, 2010  1:15 PM) 

Excelente artigo.  Análise muito bem feita dos quizzes - e que abre muitas oportunidades para quem estiver disposto a investir. Acredito que, como você mencionou nos valores negativos, a massificação acaba por torná-los 'mais do mesmo', e a diferenciação é complicada...
Abraços
http://contextoweb.wordpress.com</p>
<p>(Carlos Carbonari on 
jul 21, 2010 10:00 PM) 

Olá Raquel,

Estou lendo seu livro: "Redes Sociais na Internet", estou gostando bastante, está clareando bastante as idéias isso de uma maneira simples.

Gostaria de saber se você tem algum artigo ou material sobre Redes Sociais para o ambiente Corporatio?

Desde de já agradeço

Carlos Carbonari
</p>
</description>
]]></content:encoded>
<dc:subject></dc:subject>
<dc:date>2010-07-21T10:05:14-03:00</dc:date>
</item>

<item>
<title>Sites de Redes Sociais e Educação</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/sites_de_redes_sociais_e_educacao.html</link>
<description>O assunto dos diversos aspectos dos usos dos sites de rede social para a educação é algo que me é caro, e sobre o qual tenho escrito no blog do Digital Media and Learning (DML). O assunto de um dos meus últimos textos foi, justamente, o do potencial das ferramentas de mídia digital para ações educativas e a grande barreira do preconceito que muitas dessas ferramentas enfrentam dos administradores, educadores e instituições. O Orkut como Ferramenta Educativa e o Preconceito Comecei a pensar mais nesses aspectos quando, em 2008, assisti a uma apresentação do Jeremiah Spence sobre o papel do Orkut na inclusão digital no Brasil. Lembro que, na época, fiquei chocada, pois não tinha imaginado ainda que a imensa adoção do Orkut no Brasil fosse um motivador crucial para que milhares de pessoas entrassem na Rede e quisessem aprender mais a respeito de como utilizar essas ferramentas. O Jeremiah passou algum tempo no Brasil, analisando a inclusão digital e, na época, apresentava alguns resultados, dentre eles, o fato de que as pessoas estavam utilizando massivamente o Orkut em cibercafes e telecentros como forma de aprender a Internet. Um dos casos emblemáticos foi essa reportagem publicada no G1, a respeito de um morador de rua que tinha utilizado o Orkut para estudar (e posteriormente ser aprovado) em um concurso público. No entanto, ao mesmo tempo, colocava, crescia imensamente o preconceito contra a ferramenta como elemento de inclusão digital e ela passava a ter seu acesso proibido em quase todos os ambientes públicos no País. Esse preconceito espalhou-se com força. Em muitas universidades e escolas no país ainda é proibido o uso de qualquer site de rede social ou ferramenta de comunicação mediada por computador, com a rara exceção do email. As justificativas são muitas e, quase sempre, voltadas ao fato de que essas ferramentas não servem para a educação. Sites de Rede Social, Comunicação e Educação O grande problema aqui é pensar que &quot;educar&quot; e &quot;aprender&quot; são processos unilaterais e que apenas sites comuns e o Google são ferramentas que podem auxiliar alunos e professores a construir conhecimento. O que, todos sabemos, não é verdade. Aprender é um processo social, não individual. Depende de um contexto social. É coletivo. E são, justamente, as ferramentas de CMC que dão, ao aprendizado hoje, um contexto social. Os sites de rede social assim, podem e devem ser usados com propósitos educativos. Não é porque as pessoas &quot;usam para conversar&quot; que a ferramenta é uma &quot;perda de tempo&quot;. A conversa faz parte do processo. A comunicação faz parte do processo. Proporcionar o uso dessas ferramentas, assim, pode ter resultados muito positivos em sala de aula. Estimular o uso criativo, a apropriação e a busca por mais informações são apenas algumas das maneiras de usar essas tecnologias. Usar blogs, comunidades e o próprio Twitter como ferramentas de discussão, troca de informações e construção do conhecimento não é apenas proporcionar um ambiente de discussão, mas auxiliar o próprio processo de contrução do conhecimento. Discutir os problemas e orientar os usos dessas ferramentas também são essenciais. É claro que existem riscos e maus usos dessas tecnologias como, por exemplo, nos casos do cyberbullying. Uma das causas, parece-me, é que parte desses comportamentos desviantes aparece, justamente, porque professores, pais e instituições não estão presentes nessas ferramentas, que viram &quot;terra de ninguém&quot; e &quot;terra sem autoridade&quot;. Outros desses usos, do meu ponto de vista, estão relacionados a trabalhos escolares que estimulam a busca no Google e o recortar e colar dos resultados como &quot;ferramenta educativa&quot;. Ainda assim, esses maus usos não justificam o silenciamento dos usos construtivos. Ainda assim, a presença do desvio não invalida a presença da mídia digital na educação. E queiramos ou não, essa presença acontecerá. Assim, a grande questão passa a ser: Queremos formar as novas gerações na base do control+c/control+v ou como indivíduos pensantes, críticos e capazes de lidar com esse novo universo de sentidos? A resposta a essa questão passa pela discussão da liberação de ferramentas como o YouTube, o Twitter, o Flickr e até mesmo, o próprio Orkut dentro das instituições de ensino e seu uso pelos professores, como ferramentas construtivas, que podem e devem auxiliar o aprendizado sobre o mundo....</description>
<guid isPermaLink="false">5001@http://www.pontomidia.com.br/raquel/</guid>
<content:encoded><![CDATA[<img alt="sns.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/sns.jpg" width="200" height="150" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />O assunto dos diversos aspectos dos usos dos sites de rede social para a educação é algo que me é caro, e sobre o qual tenho escrito no <a href="http://dmlcentral.net/blog" target=_blank>blog do Digital Media and Learning</a> (DML). O assunto de um dos meus últimos textos foi, justamente, o do potencial das ferramentas de mídia digital para ações educativas e a grande barreira do preconceito que muitas dessas ferramentas enfrentam dos administradores, educadores e instituições.
<BR><BR>
<strong>O Orkut como Ferramenta Educativa e o Preconceito</strong>
<BR><BR>
Comecei a pensar mais nesses aspectos quando, em 2008, assisti a uma apresentação do <a href="http://petrazz.com/index.php?_cms=default,1,4" target=_blank>Jeremiah Spence sobre o papel do Orkut na inclusão digital no Brasil</a>. Lembro que, na época, fiquei chocada, pois não tinha imaginado ainda que a imensa adoção do Orkut no Brasil fosse um motivador crucial para que milhares de pessoas entrassem na Rede e quisessem aprender mais a respeito de como utilizar essas ferramentas. O Jeremiah passou algum tempo no Brasil, analisando a inclusão digital e, na época, apresentava alguns resultados, dentre eles, o fato de que as pessoas estavam utilizando massivamente o Orkut em cibercafes e telecentros como forma de aprender a Internet. Um dos casos emblemáticos foi <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Concursos_Empregos/0,,MUL617037-9654,00-MORADOR+DE+RUA+PASSA+EM+CONCURSO+DO+BB+E+ASSUME+CARGO+EM+JULHO.html" target=_blank>essa reportagem publicada no G1</a>, a respeito de um morador de rua que tinha utilizado o Orkut para estudar (e posteriormente ser aprovado) em um concurso público.
<BR><BR>
No entanto, ao mesmo tempo, colocava, crescia imensamente o preconceito contra a ferramenta como elemento de inclusão digital e ela passava a ter seu acesso proibido em quase todos os ambientes públicos no País. Esse preconceito espalhou-se com força. Em muitas universidades e escolas no país ainda é proibido o uso de qualquer site de rede social ou ferramenta de comunicação mediada por computador, com a rara exceção do email. As justificativas são muitas e, quase sempre, voltadas ao fato de que <strong>essas ferramentas não servem para a educação</strong>.
<BR><BR>
<strong>Sites de Rede Social, Comunicação e Educação</strong>
<BR><BR>
O grande problema aqui é pensar que "educar" e "aprender" são processos unilaterais e que apenas sites comuns e o Google são ferramentas que podem auxiliar alunos e professores a construir conhecimento. O que, todos sabemos, não é verdade. Aprender é um processo social, não individual. Depende de um contexto social. É coletivo. E são, justamente, as ferramentas de CMC que dão, ao aprendizado hoje, um contexto social. Os sites de rede social assim, podem e devem ser usados com propósitos educativos. Não é porque as pessoas "usam para conversar" que a ferramenta é uma "perda de tempo". A conversa faz parte do processo. A comunicação faz parte do processo. Proporcionar o uso dessas ferramentas, assim, pode ter resultados muito positivos em sala de aula. Estimular o uso criativo, a apropriação e a busca por mais informações são apenas algumas das maneiras de usar essas tecnologias. Usar blogs, comunidades e o próprio Twitter como ferramentas de discussão, troca de informações e construção do conhecimento não é apenas proporcionar um ambiente de discussão, mas auxiliar o próprio processo de contrução do conhecimento. Discutir os problemas e orientar os usos dessas ferramentas também são essenciais.
<BR><BR>
É claro que existem riscos e maus usos dessas tecnologias como, por exemplo, nos casos do cyberbullying. Uma das causas, parece-me, é que parte desses comportamentos desviantes aparece, justamente, porque professores, pais e instituições não estão presentes nessas ferramentas, que viram "terra de ninguém" e "terra sem autoridade". Outros desses usos, do meu ponto de vista, estão relacionados a trabalhos escolares que estimulam a busca no Google e <strong>o recortar e colar dos resultados como "ferramenta educativa"</strong>. Ainda assim, esses maus usos não justificam o silenciamento dos usos construtivos. Ainda assim, a presença do desvio não invalida a presença da mídia digital na educação. E queiramos ou não, essa presença acontecerá. Assim, a grande questão passa a ser:<strong> Queremos formar as novas gerações na base do control+c/control+v ou como indivíduos pensantes, críticos e capazes de lidar com esse novo universo de sentidos? </strong>
<BR><BR>
A resposta a essa questão passa pela discussão da liberação de ferramentas como o YouTube, o Twitter, o Flickr e até mesmo, o próprio Orkut dentro das instituições de ensino e seu uso pelos professores, como ferramentas construtivas, que podem e devem auxiliar o aprendizado sobre o mundo.
</p>
<p>
<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/sites_de_redes_sociais_e_educacao.html#comments" title="Comment on: Sites de Redes Sociais e Educação">Comentarios (10)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(<a title="http://www.gersonmartins.jor.br" href="http://www.gersonmartins.jor.br" rel="nofollow">Gerson Luiz Martins</a> on 
jul 15, 2010 11:13 AM) 

Excelente Raquel! Realizo um trabalho que conjuga as redes sociais no ensino de ciberjornalismo. E fico desapontado quando percebo que nossas universidades bloqueiam o acesso às redes sociais. Na UFMS não consigo usar o Facebook ou o Orkut no laboratório de ciberjornalismo. Lamentável. Abs.</p>
<p>(Eduardo Rosa on 
jul 15, 2010  1:55 PM) 

Nas Universidades basta mudar a mentalidade dos admisnitradores para liberar as redes sociais, porém nas escolas públicas muito ainda tem q ser feito. Pra começar a grande maioria delas não tem laboratório de informática, e as que tem possibilitam um computador pra cada 4 ou 6 alunos... Como se vê a teoria é bonita mas vocês estão muito distantes da realidade. Saiam das salas e faculdades de elite e vão às ruas conhecer a vida real.</p>
<p>(<a title="http://www.icpd.com.br" href="http://www.icpd.com.br" rel="nofollow">Nigini A. Oliveira</a> on 
jul 15, 2010  6:50 PM) 

Muito bom o texto, e extremamente encorajador para mim, tanto como pesquisador como coordenador de curso de ensino superior. Bom saber que aqui no interior da Paraíba estamos indo (corretamente) conta a maré e desenvolvendo/inserindo no nosso curso uma ferramenta baseada em Rede Social para a gerência de conhecimento e "alargamento" do processo ensino-aprendizagem. Em breve o site do grupo de pesquisa terá mais informações sobre "a Virtua"!</p>
<p>(<a title="http://cleber.net.br" href="http://cleber.net.br" rel="nofollow">Cleber</a> on 
jul 16, 2010 12:03 AM) 

Muito interessante o post. Eu mesmo nunca tinha pensado nessa relação "orkut X educação". Achei o caso do morador de rua muito emblemático.</p>
<p>(<a title="http://www.jornalismodigital.org" href="http://www.jornalismodigital.org" rel="nofollow">Andre Deak</a> on 
jul 20, 2010  9:28 PM) 

Olá Raquel, tudo bem? Faz tempo queria te convidar para uma entrevista. Sei que chovem pedidos pra vc, mas que acha de, sem prazo, responder umas questões para o www.jornalismodigital.org ? grande abraço</p>
<p>(Renata O. Garcez on 
jul 23, 2010 11:28 AM) 

Excelente teu texto. Realmente, a primeira coisa que as instituições de ensino fazem é bloquear orkut, facebook e outros sites de redes sociais, para evitar que os alunos "percam tempo". Sou professora do IFSul (Pelotas) e usamos bastante estas ferramentas para nos comunicarmos com os alunos e enriquecem bastante nas aulas. Outros professores, sigam o exemplo. Gestores de educação, abram os olhos!</p>
<p>(<a title="http://discursocitado.blogspot.com" href="http://discursocitado.blogspot.com" rel="nofollow">Lilian Starobinas</a> on 
jul 23, 2010 12:39 PM) 

Olá Raquel,
acho realmente expressiva a pouca adoção das Redes Sociais na educação. Sobre o Orkut, é bom lembrar que a limitação oficial para menores em tese inibe que se formem comunidades convidando os alunos da Educação Básica. Aliás, tentei perguntar ao pessoal do Google se eles observavam esses usos, se tinham bons exemplos e se iam atrás de observar e lidar com essa limitação de idade. Não obtive nenhuma resposta. Sobre a timidez no uso, acredito que, mais além de uma postura preconceituosa, há ainda dificuldades em usar essas Redes com um viés pragmático: o que pretendemos atingir com essa proposta? chegaremos a algo, ou será um exercício diletante? Acho que temos alguns exemplos de propostas que chegam ... é só ver as do pessoal do Minha Terra, comunidade do EducaRede, ou as experiências da Prefeitura de São Paulo com a produção de programas de rádio... Mas creio que falta ainda um pulo do gato didático.
abços
Lilian</p>
<p>(<a title="http://atepassar.com" href="http://atepassar.com" rel="nofollow">Marcos Campelo</a> on 
jul 31, 2010  9:34 AM) 

Olá Raquel, 

Como sempre, um excelente texto. Essa relação entre redes sociais e educação é realmente muito interessante. 

Passada essa euforia das redes sociais mais genéricas, eu acredito que haverá uma criação de redes sociais de nicho, principalmente aplicada aos negócios e a educação.

Para mim, uma das principais utilizações das redes sociais será na aprendizagem. Redes sociais focadas em tecnologias de aprendizagem social.

Nesse sentindo, estou desenvolvendo, junto com outras pessoas, uma rede social de aprendizagem, focada inicialmente em concursos públicos mas que, no futuro, poderá evoluir para outras áreas de aprendizagem informal e quem sabe, formal.

A rede se chama http://atepassar.com e já conta com milhares de usuários. Vale a pena conhecer esse novo enfoque em redes sociais.

</p>
<p>(Marion Dantas on 
ago 11, 2010 12:24 AM) 

Poxa, estou bebendo em uma fonte de cultura... estava procurando livros, e não encontrei muitos... porém aparece você com esse blog, que será de grande importância para meus estudos da rede social de Salvador...
Creio que mesmo na rede social podem trazer um cunho importante para nossa educação, temos que nos ligar com essa moçada e contribuir para uma aprendizagem biopsicossocial.</p>
<p>(Ugo Zanchi on 
ago 16, 2010 10:54 AM) 

Olá, Raquel acredito firmemente nisto que você fala em seu artigo.
Sou formado em computação pela UnB e agora estou me preparando para o ingresso no Mestrado lá mesmo.
Meu tema será redes sociais/assistencialismo por isso gostaria, se possível, ter seu email para uma comunicação após a seleção do mestrado, já que você é referência neste tema.
Abraços</p>
</description>
]]></content:encoded>
<dc:subject>sites de rede social</dc:subject>
<dc:date>2010-07-15T10:22:16-03:00</dc:date>
</item>

<item>
<title>Características dos Jogos em Sites de Rede Social x Adoção</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/caracteristicas_dos_jogos_em_sites_de_rede_social_x_adocao.html</link>
<description>Ano passado, desenvolvi, com o Ricardo Araújo e mais outros pesquisadores, uma extensa pesquisa a respeito dos jogos no Facebook. Parte deste trabalho foi dedicado a compreender as características dos jogos e da adoção e as motivações que as pessoas tinham para jogar nesses sites. Procurávamos entender por que as pessoas jogavam ali e não em outros espaços - como nos tradicionais MMORPGs, por exemplo-; que perfil tinham esses jogadores;o que ocasionava a viralidade; que tipo de valores ocasionavam um maior engajamento nesses jogos e, finalmente, como essas práticas estavam alterando o próprio site de rede social. Já fiz posts aqui sobre características desse engajamento, sobre as conversações nesses jogos, sobre a possibilidade de serem MMORPGs, e alguns estudos de caso. Características dos Jogos O Jogo Casual Uma das características da adoção desses jogos por um público muito mais amplo que aquele dos jogadores online são suas características enquanto &quot;jogos casuais&quot;. Ou seja, a simplicidade do jogo, sua rápida compreensão, a exigência de muito pouco investimento de tempo para que se consiga jogar o suficiente para receber alguma recompensa. A pequena complexidade dos jogos, a facilidade de receber recompensas e obter sucesso são típicos de jogos casuais (Tausend, 2006; Rao, 2008). Essa simplificação é chave porque boa parte dos indivíduos que se engaja nesse tipo de jogo o faz por períodos curtos de tempo (embora muitos visitem o mesmo jogo várias vezes ao dia). Assim, por exemplo, enquanto é preciso investir pelo menos uma hora para aprender a jogar um jogo mais &quot;hardcore&quot; (como o WOW*, por exemplo), e mais um tempo para conseguir adquirir alguma realização, em um jogo casual com menos de 10 minutos já é possível conseguir alguns sucessos. O Jogo Social Outro elemento fundamental desses jogos é sua característica social. Embora a categoria &quot;jogos sociais&quot; não seja restrita aos &quot;jogos em sites de rede social&quot;, a função da rede social como suporte é fundamental tanto para a competição, quanto para a cooperação. Boa parte do engajamento nesses jogos vem, assim, do coletivo. Nossa pesquisa mostrou, por exemplo, que quanto menos nós da rede social de um indivíduo estão jogando um mesmo jogo, menores são as chances daquele determinado indivíduo passar a jogá-lo. Os amigos, assim, têm um papel fundamental no engajamento e na viralidade desses jogos. Embora alguns usuários com um papel mais &quot;desbravador&quot; adotem jogos sozinhos e passem a procurar outros para jogar consigo, a rede social envolvida é fundamental para o sucesso desses jogos. Muitos gostam de mostrar aos amigos sua colocação no ranking, outros gostam de jogar com os amigos e contra eles, outros ainda divertem-se discutindo estratégias com a rede social. Influência da Adoção Apesar dessas duas características representarem um papel fundamental, em muitos jogos, a adoção modificou esses elementos. Por exemplo, a chegada de hardcores gamers para esse espaço modificou a apropriação de vários jogos, como os RPGs. Esses usuários criaram um universo de complexidade a parte dos jogos, desvirtuando parte de sua característica de jogo casual e criando novas formas de interação nesses espaços. Por outro lado, jogos que não observaram essa adoção hardcore, parecem ter um tempo de vida menor, ou seja, conseguem conquistar um grande número de usuários por um curto período de tempo, mas rapidamente seu DAU (daily active users- número de usuários que loga ao menos uma vez ao dia) parece cair. Do mesmo modo, dados recentes do Inside Social Games mostraram um crescimento de jogos mais complexos, como aqueles de estratégia. Essas mudanças representam estratégias diferentes de adoção que podem influenciar os jogos como um todo. É preciso estudar também como influenciam a dinâmica das características desses jogos....</description>
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<content:encoded><![CDATA[Ano passado, desenvolvi, com o <a href="http://www.pontomidia.com.br/ricardo" target=_blank>Ricardo Araújo</a> e mais outros pesquisadores, uma extensa pesquisa a respeito dos <strong>jogos no Facebook</strong>. Parte deste trabalho foi dedicado a compreender as características dos jogos e da adoção  e as motivações que as pessoas tinham para jogar nesses sites. Procurávamos entender por que as pessoas jogavam ali e não em outros espaços - como nos tradicionais MMORPGs, por exemplo-; que perfil tinham esses jogadores;o que ocasionava a viralidade; que tipo de valores ocasionavam um maior engajamento nesses jogos e, finalmente, como essas práticas estavam alterando o próprio site de rede social. Já fiz posts aqui sobre <a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/caracteristicas_do_engajamento_em_jogos_sociais.html" target=_blank>características desse engajamento</a>, sobre <a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/jogos_sites_de_rede_social_e_conversacoes.html" target=_blank>as conversações nesses jogos</a>, sobre <a href="http://pontomidia.com.br/raquel/arquivos/jogos_em_sites_de_rede_social_podem_ser_mmorpgs.html" target=_bank>a possibilidade de serem MMORPGs</a>, e alguns <a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/jogos_e_redes_sociais_o_caso_do_mafia_wars.html" target=_balnk>estudos de caso</a>.
<BR><BR>
<strong>Características dos Jogos</strong>
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<strong>O Jogo Casual</strong>
<BR><BR>
Uma das características da adoção desses jogos por um público muito mais amplo que aquele dos jogadores online são suas características enquanto "jogos casuais". Ou seja, a simplicidade do jogo, sua rápida compreensão, a exigência de muito pouco investimento de tempo para que se consiga jogar o suficiente para receber alguma recompensa. A pequena complexidade dos jogos, a facilidade de receber recompensas e obter sucesso são típicos de jogos casuais (Tausend, 2006; Rao, 2008). Essa simplificação é chave porque boa parte dos indivíduos que se engaja nesse tipo de jogo o faz por períodos curtos de tempo (embora muitos visitem o mesmo jogo várias vezes ao dia). Assim, por exemplo, enquanto é preciso investir pelo menos uma hora para aprender a jogar um jogo mais "hardcore" (como o WOW*, por exemplo), e mais um tempo para conseguir adquirir alguma realização, em um jogo casual com menos de 10 minutos já é possível conseguir alguns sucessos.
<BR><BR>
<strong>O Jogo Social</strong>
<BR><BR>
Outro elemento fundamental desses jogos é sua característica social. Embora a categoria "jogos sociais" não seja restrita aos "jogos em sites de rede social", a função da rede social como suporte é fundamental tanto para a competição, quanto para a cooperação. Boa parte do engajamento nesses jogos vem, assim, do coletivo. Nossa pesquisa mostrou, por exemplo, que quanto menos nós da rede social de um indivíduo estão jogando um mesmo jogo, menores são as chances daquele determinado indivíduo passar a jogá-lo. Os amigos, assim, têm um papel fundamental no engajamento e na viralidade desses jogos. Embora alguns usuários com um papel mais "desbravador" adotem jogos sozinhos e passem a procurar outros para jogar consigo, a rede social envolvida é fundamental para o sucesso desses jogos. Muitos gostam de mostrar aos amigos sua colocação no ranking, outros gostam de jogar com os amigos e contra eles, outros ainda divertem-se discutindo estratégias com a rede social.
<BR><BR>
<strong>Influência da Adoção</strong>
<BR><BR>
Apesar dessas duas características representarem um papel fundamental, em muitos jogos, a adoção modificou esses elementos. Por exemplo, a chegada de hardcores gamers para esse espaço modificou a apropriação de vários jogos, como os RPGs. Esses usuários criaram um universo de complexidade a parte dos jogos, desvirtuando parte de sua característica de jogo casual e criando novas formas de interação nesses espaços. Por outro lado, jogos que não observaram essa adoção hardcore, parecem ter um tempo de vida menor, ou seja, conseguem conquistar um grande número de usuários por um curto período de tempo, mas rapidamente seu DAU (daily active users- número de usuários que loga ao menos uma vez ao dia) parece cair. Do mesmo modo, <a href="http://www.insidesocialgames.com/2010/07/07/strategy-games-facebook/" target=_blank>dados recentes do Inside Social Games mostraram um crescimento de jogos mais complexos, como aqueles de estratégia</a>. Essas mudanças representam estratégias diferentes de adoção que podem influenciar os jogos como um todo. É preciso estudar também como influenciam a dinâmica das características desses jogos.
</p>
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/caracteristicas_dos_jogos_em_sites_de_rede_social_x_adocao.html#comments" title="Comment on: Características dos Jogos em Sites de Rede Social x Adoção">Comentarios (0)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

</description>
]]></content:encoded>
<dc:subject>jogos</dc:subject>
<dc:date>2010-07-14T09:14:26-03:00</dc:date>
</item>

<item>
<title>CFP 2o Workshop sobre Aspectos da Interação Humano-Computador para a Web Social</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/cfp_2o_workshop_sobre_aspectos_da_interacao_humano-computador_para_a_web_social.html</link>
<description>Divulgando a chamada de trabalhos do Workshop, do qual faço parte do Comitê de Programa: II Workshop sobre Aspectos da Interação-Humano Computador para a Web Social Chamada de Trabalhos II WAIHCWS – Workshop sobre Aspectos da Interação Humano-Computador na Web Social, em conjunto com o IX Simpósio Brasileiro de Fatores Humanos em Sistemas Computacionais (IHC&apos;10), a ser realizado em Belo Horizonte, MG, de 05 a 08 de Outubro de 2010. A Web Social faz parte das transformações que têm redefinido a forma como as pessoas se relacionam, utilizam e são afetadas pela tecnologia. Nos últimos anos, têm-se verificado o surgimento e crescimento de várias tecnologias, tais como: a categorização social (e.g. tagging/folksonomias), as redes sociais, a navegação e busca social, a publicação e compartilhamento colaborativos, entre outras. O sucesso dessas tecnologias depende fortemente dos seus usuários e da informação por eles produzida e organizada, estando diretamente ligado à forma como esses usuários se sentem ao utilizar tais sistemas (e.g. aos aspectos relacionados à experiência do usuário) e como a interface foi projetada. A segunda edição do WAIHCWS pretende promover a continuidade das discussões sobre as oportunidades e os desafios que a Web Social traz para comunidade de pesquisa em Interação Humano-Computador e áreas afins, colocando em foco os conceitos de sociabilidade e valores humanos. Os tópicos de interesse incluem, mas não estão restritos a: * Teorias e mecanismos de incentivo à participação e colaboração dos usuários; * Métodos de design e de avaliação de softwares sociais; * Fatores, características e medidas de sucesso de softwares sociais; * Aspectos emocionais e afetivos em softwares sociais; * Comunicação, colaboração, compartilhamento, segurança, normas e protocolos sociais e demais aspectos de sociabilidade; * Identidade, privacidade, confiança, reputação e outros valores humanos em softwares sociais; * Usabilidade e acessibilidade em softwares sociais; * Emergência e Aproveitamento do Conhecimento Social. Submissões Convidamos trabalhos em todos os estágios de desenvolvimento, descrevendo sistemas aplicados, resultados empíricos, propostas e resultados de pesquisas que abordem aspectos da Web Social com foco na interação humano-computador. Posições e discussões fundamentadas teoricamente acerca dos tópicos de interesse também são bem-vindas. Os artigos devem ser escritos preferencialmente em Inglês (artigos em Português também serão aceitos), sendo short papers (4-6 páginas) ou full papers (8-10 páginas), no formato SIG CHI-ACM. As submissões devem ser inéditas e incluir resultados não publicados. Os artigos selecionados serão publicados nos anais estendidos do IHC&apos;10 e serão disponibilizados na Série CEUR-WS. A submissão dos artigos estará aberta em breve por meio do sistema JEMS! Versões estendidas dos melhores artigos do Workshop (fullpapers) serão convidadas para submissão na Revista de Informática Teórica e Aplicada (RITA) Contatos pelos e-mails: waihcws[at]ic.unicamp.br e waihcws[at]gmail.com Datas Importantes Prazo de Submissão: 30/07/2010 Notificação aos Autores: 22/08/2010 Envio da versão final: 28/08/2010 Outras informações: aqui...</description>
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<content:encoded><![CDATA[Divulgando a chamada de trabalhos do Workshop, do qual faço parte do Comitê de Programa:
<BR><BR>
<strong>II Workshop sobre Aspectos da Interação-Humano Computador para a Web Social</strong>
<BR><BR>
<strong>Chamada de Trabalhos</strong>
<BR><BR>
II WAIHCWS – Workshop sobre Aspectos da Interação Humano-Computador na Web Social, em conjunto com o IX Simpósio Brasileiro de Fatores Humanos em Sistemas Computacionais (IHC'10), a ser realizado em Belo Horizonte, MG, de 05 a 08 de Outubro de 2010.
<BR><BR>
A Web Social faz parte das transformações que têm redefinido a forma como as pessoas se relacionam, utilizam e são afetadas pela tecnologia. Nos últimos anos, têm-se verificado o surgimento e crescimento de várias tecnologias, tais como: a categorização social (e.g. tagging/folksonomias), as redes sociais, a navegação e busca social, a publicação e compartilhamento colaborativos, entre outras. O sucesso dessas tecnologias depende fortemente dos seus usuários e da informação por eles produzida e organizada, estando diretamente ligado à forma como esses usuários se sentem ao utilizar tais sistemas (e.g. aos aspectos relacionados à experiência do usuário) e como a interface foi projetada. A segunda edição do WAIHCWS pretende promover a continuidade das discussões sobre as oportunidades e os desafios que a Web Social traz para comunidade de pesquisa em Interação Humano-Computador e áreas afins, colocando em foco os conceitos de sociabilidade e valores humanos.
<BR><BR>
Os tópicos de interesse incluem, mas não estão restritos a:
<BR><BR>
<ul>
	<li>    * Teorias e mecanismos de incentivo à participação e colaboração dos usuários;</li>
	<li>    * Métodos de design e de avaliação de softwares sociais;</li>
	<li>    * Fatores, características e medidas de sucesso de softwares sociais;</li>
	<li>    * Aspectos emocionais e afetivos em softwares sociais;</li>
	<li>    * Comunicação, colaboração, compartilhamento, segurança, normas e protocolos sociais e demais aspectos de sociabilidade;</li>
	<li>    * Identidade, privacidade, confiança, reputação e outros valores humanos em softwares sociais;</li>
	<li>    * Usabilidade e acessibilidade em softwares sociais;</li>
	<li>    * Emergência e Aproveitamento do Conhecimento Social.</li>
</ul>
<BR><BR>
<strong>Submissões</strong>
<BR><BR>
Convidamos trabalhos em todos os estágios de desenvolvimento, descrevendo sistemas aplicados, resultados empíricos, propostas e resultados de pesquisas que abordem aspectos da Web Social com foco na interação humano-computador. Posições e discussões fundamentadas teoricamente acerca dos tópicos de interesse também são bem-vindas.
<BR><BR>
Os artigos devem ser escritos preferencialmente em Inglês (artigos em Português também serão aceitos), sendo short papers (4-6 páginas) ou full papers (8-10 páginas), no formato SIG CHI-ACM. As submissões devem ser inéditas e incluir resultados não publicados. Os artigos selecionados serão publicados nos anais estendidos do IHC'10 e serão disponibilizados na Série CEUR-WS. A submissão dos artigos estará aberta em breve por meio do sistema JEMS!
<BR><BR>
Versões estendidas dos melhores artigos do Workshop (fullpapers) serão convidadas para submissão na Revista de Informática Teórica e Aplicada (RITA)
<BR><BR>
Contatos pelos e-mails: waihcws[at]ic.unicamp.br e waihcws[at]gmail.com
<BR><BR>
<strong>Datas Importantes</strong>
<BR><BR>
Prazo de Submissão: <strong>30/07/2010</strong><BR>
Notificação aos Autores: 22/08/2010<BR>
Envio da versão final: 28/08/2010 <BR>
<BR><BR>
<a href="http://www.ic.unicamp.br/~waihcws/chamada_pt.html" target=_blank>Outras informações: aqui</a></p>
<p>
<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/cfp_2o_workshop_sobre_aspectos_da_interacao_humano-computador_para_a_web_social.html#comments" title="Comment on: CFP 2o Workshop sobre Aspectos da Interação Humano-Computador para a Web Social">Comentarios (0)</a></p> 
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]]></content:encoded>
<dc:subject>chamada de trabalhos</dc:subject>
<dc:date>2010-06-28T21:53:29-03:00</dc:date>
</item>

<item>
<title>Sites de Rede Social e Apropriação: Uma discussão</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/sites_de_rede_social_e_apropriacao_uma_discussao.html</link>
<description>Um dos conceitos que tenho pensado como mais relevante para discutir as práticas nos chamados sites de rede social (SRSs) é a apropriação. Sabemos que todos esses sites possuem características gerais similares (publicização da rede social, construção de perfil público, interação e etc.). No entanto suas práticas sociais são diferentes, porque são criados sentidos diferentes pelas redes sociais expressas neles. Ou seja, embora Orkut e Facebook, por exemplo, sejam similares, por conta de pequenas diferenças entre as duas plataformas, um mesmo indivíduo pode usá-las de modo diferente. Pensando um pouco a esse respeito, fiz o gráfico abaixo. A idéia é posicionar cada ferramenta de acordo com a apropriação, em dois eixos. No primeiro eixo, horizontal, discuto a apropriação conversacional ou informacional. Todas as redes sociais servem como vias para a circulação de informações. No entanto, algumas ferramentas espelham redes sociais mais &quot;informativas&quot;, ou seja, mais dispostas a fazer circular informações e a valorizar essas informações. Outras, são mais &quot;conversacionais&quot;, ou seja, valorizam mais a conversação entre seus membros. No primeiro caso, os valores construídos pelas redes estão diretamente relacionados à informação, ao debate, ao conhecimento (capital social cognitivo). No segundo caso, os valores estão mais relacionados à criação e a manutenção das próprias redes (capital social relacional). No segundo eixo, vertical, discuto a abertura da rede. Quanto mais direcionada aos laços fracos (conhecidos), mais interconectadas e amplas são as redes sociais expressas na ferramenta em questão. Quanto mais direcionada aos laços fortes (amigos), mais &quot;fechada&quot; é a ferramenta, ou seja, mais clusterizada em pequenos grupos. Assim, se o site é mais aberto, está mais valorizado o alcance das informações, por exemplo. Se é mais fechado, essas informações têm mais valor para um pequeno grupo. Do mesmo modo, quanto mais fechado e conversacional, mais fortes tendem a ser os grupos ali presentes. Quanto mais aberto e conversacional, mais difícil é a interação e mais fracos são os grupos ali presentes. Aberto Informacional Assim, no primeiro quadrante, coloquei a categoria &quot;aberto informacional&quot;, ou seja, sites que são mais abertos e que são mais focados em informação (observe-se, no entanto, que quanto mais próximos dos limites, mais outras apropriações também aparecem). Uma ferramenta desse tipo é valorizada pela informação que circula nela. É o caso do Linkedin. O maior valor do site está na abertura das redes (é possível ver vários currículos) e nas informações publicadas (currículos). Logo, o maior valor está no alcance das informações que ali circulam (quanto mais gente interessada ver seu currículo, melhor). No Twitter também observamos essa apropriação. A tag #vouxingarmuitonotwitter, por exemplo, é emblemática. (Se você reclamar no Twitter, as pessoas vão reverberar sua reclamação e talvez você consiga ser ouvido.) O Twitter, assim, também tem como grande valor a circulação de informações e a abertura das contas é fundamental para isso. Fechado Informacional Essa é uma categoria mais difícil, pois é raro um SRS conseguir valor em informações para redes mais fechadas. Mas um bom exemplo é o Geni, um site que auxilia na criação de árvores genealógicas, permite que você crie um perfil com sua família e saiba das atualizações do seu grupo familiar (nascimentos, aniversários, etc.). É um site puramente focado na divulgação de informações, mas atinge aí um grupo fechado (embora, dependendo do tamanho da família, seja complicado falar em &quot;laço forte&quot;... :-) As informações interessam a esse grupo, que também vai usar de outras ferramentas para manter os laços sociais. Nessa categoria também coloquei o Flickr porque, embora também tenha um pouco de conversação, é cada vez mais sua apropriação por grupos específicos, como forma de simplesmente informar (divulgar fotografias) dentro desse grupo, mais do que comentá-las. Aberto Conversacional Essa é a categoria por excelência dos sites de rede social. No entanto, observo que cada vez mais eles se distanciam delas. Essa categoria prevê o uso da ferramenta para ampliar a rede social, conquistar novos amigos e participar de novos grupos. Embora essa fosse a apropriação inicial da maior parte dos SRSs, com o passar do tempo, esses começaram a ficar mais fechados (as pessoas param de adicionar novos nós a sua rede, passam a interagir e a conversar menos etc.). Vi, por exemplo, que o Facebook tem sido mais informativo e mais fechado para a rede social mas próxima (talvez por conta das preocupações com a privacidade e das milhares de notificações dos apps). Já o Orkut era super conversacional, mas tem passado cada vez mais a ser um mural de novidades da rede social (portanto, mais informativo). Apesar disso, o Orkut ainda mantém forte a característica da conversação, seja nos comentários de fotos e updates, seja pelos scraps. Fechado Conversacional Aqui coloquei a categoria dos grupos mais fechados. Nesses sites, observei uma maior ocorrência de interações entre um mesmo grupo, delimitando mais as fronteiras da rede e tornando a ferrmenta mais clusterizada. Os valores aqui são todos aqueles direcionados ao segundo nível de capital social, ou seja, à manutenção do próprio grupo, ao aprofundamento dos laços sociais. Por conta desse valor exacerbado para pequenos grupos, essas ferramentas também podem ser mais acessadas e compreender uma maior quantidade de trocas entre esses indivíduos. Esse post é uma tentativa de discutir um pouco mais os sites de rede social do ponto de vista da apropriação simbólica. Claro que essa minha proposta gráfica não é final, mas baseada em algumas observações, experiência e pesquisa. Analisando por esse lado, penso que dá pra pensarmos em muitas coisas interessantes nesses sites e em como o fato de uma ferramenta se denominar &quot;site de rede social&quot; não quer dizer necessariamente que ela terá o mesmo uso que outra da mesma categoria e nem sequer que os valores que surgirão dessas práticas serão os mesmos....</description>
<guid isPermaLink="false">4992@http://www.pontomidia.com.br/raquel/</guid>
<content:encoded><![CDATA[Um dos conceitos que tenho pensado como mais relevante para discutir as práticas nos chamados <a href="http://jcmc.indiana.edu/vol13/issue1/boyd.ellison.html" target=_blank>sites de rede social</a> (SRSs) é a <strong>apropriação</strong>. Sabemos que todos esses sites possuem características gerais similares (publicização da rede social, construção de perfil público, interação e etc.). No entanto suas práticas sociais são diferentes, porque são criados sentidos diferentes pelas redes sociais expressas neles. Ou seja, embora Orkut e Facebook, por exemplo, sejam similares, por conta de pequenas diferenças entre as duas plataformas, um mesmo indivíduo pode usá-las de modo diferente. Pensando um pouco a esse respeito, fiz o gráfico abaixo. A idéia é posicionar cada ferramenta de acordo com a apropriação, em dois eixos. 
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<img alt="srs.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/srs.jpg" width="534" height="477" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" />
<BR><BR>
No primeiro eixo, horizontal, discuto a <strong>apropriação conversacional ou informacional</strong>. Todas as redes sociais servem como vias para a circulação de informações. No entanto, algumas ferramentas espelham redes sociais mais "informativas", ou seja, mais dispostas a fazer circular informações e a valorizar essas informações. Outras, são mais "conversacionais", ou seja, valorizam mais a conversação entre seus membros. No primeiro caso, os valores construídos pelas redes estão diretamente relacionados à informação, ao debate, ao conhecimento (capital social cognitivo). No segundo caso, os valores estão mais relacionados à criação e a manutenção das próprias redes (capital social relacional).
<BR><BR>
No segundo eixo, vertical, discuto a <strong>abertura da rede</strong>. Quanto mais direcionada aos laços fracos (conhecidos), mais interconectadas e amplas são as redes sociais expressas na ferramenta em questão. Quanto mais direcionada aos laços fortes (amigos), mais "fechada" é a ferramenta, ou seja, mais clusterizada em pequenos grupos. Assim, se o site é mais aberto, está mais valorizado o <strong>alcance das informações</strong>, por exemplo. Se é mais fechado, essas informações têm mais valor para <strong>um pequeno grupo</strong>. Do mesmo modo, quanto mais fechado e conversacional, mais fortes tendem a ser os grupos ali presentes. Quanto mais aberto e conversacional, mais difícil é a interação e mais fracos são os grupos ali presentes. 
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<strong>Aberto Informacional</strong>
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Assim, no primeiro quadrante, coloquei a categoria "aberto informacional", ou seja, sites que são mais abertos e que são mais focados em informação (observe-se, no entanto, que quanto mais próximos dos limites, mais outras apropriações também aparecem). Uma ferramenta desse tipo é valorizada pela informação que circula nela. É o caso do Linkedin. O maior valor do site está na abertura das redes (é possível ver vários currículos) e nas informações publicadas (currículos). Logo, o maior valor está no alcance das informações que ali circulam (quanto mais gente interessada ver seu currículo, melhor). No Twitter também observamos essa apropriação. A tag #vouxingarmuitonotwitter, por exemplo, é emblemática. (Se você reclamar no Twitter, as pessoas vão reverberar sua reclamação e talvez você consiga ser ouvido.) O Twitter, assim, também tem como grande valor a circulação de informações e a abertura das contas é fundamental para isso.
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<strong>Fechado Informacional</strong>
<BR><BR>
Essa é uma categoria mais difícil, pois é raro um SRS conseguir valor em informações para redes mais fechadas. Mas um bom exemplo é o Geni, um site que auxilia na criação de árvores genealógicas, permite que você crie um perfil com sua família e saiba das atualizações do seu grupo familiar (nascimentos, aniversários, etc.). É um site puramente focado na divulgação de informações, mas atinge aí um grupo fechado (embora, dependendo do tamanho da família, seja complicado falar em "laço forte"... :-) As informações interessam a esse grupo, que também vai usar de outras ferramentas para manter os laços sociais. Nessa categoria também coloquei o Flickr porque, embora também tenha um pouco de conversação, é cada vez mais sua apropriação por grupos específicos, como forma de simplesmente informar (divulgar fotografias) dentro desse grupo, mais do que comentá-las.
<BR><BR>
<strong>Aberto Conversacional</strong>
<BR><BR>
Essa é a categoria por excelência dos sites de rede social. No entanto, observo que cada vez mais eles se distanciam delas. Essa categoria prevê o uso da ferramenta para ampliar a rede social, conquistar novos amigos e participar de novos grupos. Embora essa fosse a apropriação inicial da maior parte dos SRSs, com o passar do tempo, esses começaram a ficar mais fechados (as pessoas param de adicionar novos nós a sua rede, passam a interagir e a conversar menos etc.). Vi, por exemplo, que o Facebook tem sido mais informativo e mais fechado para a rede social mas próxima (talvez por conta das preocupações com a privacidade e das milhares de notificações dos apps). Já o Orkut era super conversacional, mas tem passado cada vez mais a ser um mural de novidades da rede social (portanto, mais informativo). Apesar disso, o Orkut ainda mantém forte a característica da conversação, seja nos comentários de fotos e updates, seja pelos scraps.
<BR><BR>
<strong>Fechado Conversacional</strong>
<BR><BR>
Aqui coloquei a categoria dos grupos mais fechados. Nesses sites, observei uma maior ocorrência de interações entre um mesmo grupo, delimitando mais as fronteiras da rede e tornando a ferrmenta mais clusterizada. Os valores aqui são todos aqueles direcionados ao segundo nível de capital social, ou seja, à manutenção do próprio grupo, ao aprofundamento dos laços sociais. Por conta desse valor exacerbado para pequenos grupos, essas ferramentas também podem ser mais acessadas e compreender uma maior quantidade de trocas entre esses indivíduos.
<BR><BR>
Esse post é uma tentativa de discutir um pouco mais os sites de rede social do ponto de vista da <strong>apropriação simbólica</strong>. Claro que essa minha proposta gráfica não é final, mas baseada em algumas observações, experiência e pesquisa. Analisando por esse lado, penso que dá pra pensarmos em muitas coisas interessantes nesses sites e em como o fato de uma ferramenta se denominar "site de rede social" não quer dizer necessariamente que ela terá o mesmo uso que outra da mesma categoria e nem sequer que os valores que surgirão dessas práticas serão os mesmos.</p>
<p>
<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/sites_de_rede_social_e_apropriacao_uma_discussao.html#comments" title="Comment on: Sites de Rede Social e Apropriação: Uma discussão">Comentarios (13)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(<a title="http://redeteatrodafloresta.ning.com/" href="http://redeteatrodafloresta.ning.com/" rel="nofollow">Felipe Cortez</a> on 
jun  1, 2010 11:34 AM) 

Prof. Recuero, seu post me fez pensar sobre qual seria a localização da plataforma Ning no gráfico proposto. Por se tratar de uma plataforma super personalizada, penso que a sua localização depende muito da apropriação simbólica específica que um dado grupo de indivíduos dela faz. Estou estudando a apropriação que ocorre em uma rede social de artistas-articuladores, chamada Rede Teatro d@ Floresta. Em alguns meses de observação, pude levantar algumas características das apropriações, que se relacionam estreitamente com as dimensões informacional e conversacional. Meu desafio hoje é construir a metodologia deste trabalho de conclusão de curso. Gostaria de trocar idéias sobre este TCC com a senhora por e-mail.

Um abraço de Belém do Pará,
FC

Sétimo semestre de Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo da UFPA</p>
<p>(Nauri Júnior on 
jun  2, 2010  3:53 AM) 

Olá.
Sou professor de Marketing de ensino técnico e  gostaria muito de trocar algumas ideias  contigo.
Na verdade preciso de sua ajuda, mas não tenho o teu e-mail.
Se puderes entrar em contato para eu lhe explicar melhor eu agradeço.
Parabéns pelo site e tens um excelente currículo, diria invejável.
Abraços,
Nauri Júnior</p>
<p>(leonello santini jr on 
jun  2, 2010  8:43 AM) 

Bom dia Raquel.
Não entendi o inicio do segundo parágrafo,abertura de rede.</p>
<p>(<a title="http://www.pontomidia.com.br/raquel" href="http://www.pontomidia.com.br/raquel" rel="nofollow">raquel</a> on 
jun  2, 2010  8:54 AM) 

Oi!
Quanto mais focada nos laços fracos, mais aberta é a rede, pois há um número maior de nós e conexões. Quanto mais focada nos laços fortes, mais clusterizada é a rede, menor é o número de conexões e de atores envolvidos. Lembrando, claro, que uma rede social nunca é totalmente fechada - a menos que o ator em questão seja um eremita que vive em uma comunidade remota (embora ela possa ser expressa como fechada em uma determinada ferramenta).</p>
<p>(Renata Cunha on 
jun  5, 2010 11:32 PM) 

Olá Raquel, sou jornalista e também tenho interesse nos sites de rede social. Queria saber sua avaliação sobre a rede CouchSurfing. Em qual dos quadrantes esse site estaria mais inclinado a estar?

Abs e parabéns pelo trabalho! Você integra o time dos pioneiros dessa discussão no país.</p>
<p>(<a title="http://www.pontomidia.com.br/raquel" href="http://www.pontomidia.com.br/raquel" rel="nofollow">raquel</a> on 
jun  6, 2010  9:25 AM) 

Oi Renata!
Não sei sobre o Couchsurfing, teria que primeiro pesquisar/ler pesquisas sobre ele para poder integrar no gráfico.</p>
<p>(<a title="http://www.twitter.com/emillygarcia" href="http://www.twitter.com/emillygarcia" rel="nofollow">Emilly Garcia</a> on 
jun  6, 2010  2:35 PM) 

Olá, Raquel. Meu tcc é sobre o site Parada Lésbica, que possui uma rede social, o Leskut, ambos voltados ao público homossexual feminino. Observei que o Leskut proporciona a interação entre as usuárias, mas só entre elas, ele é totalmente fechado. Assim, seria ele um site  fechado conversacional? Caso você queira dar uma olhada, o endereço é www.leskut.com.br.
Abs e obrigada pela contribuição sobre o assunto.</p>
<p>(<a title="http://www.narrowcast.com.br" href="http://www.narrowcast.com.br" rel="nofollow">Niva Silva</a> on 
jun  8, 2010 12:29 AM) 

Olá Raquel,
você já pensou na apropriação como um índice de ineficácia do Design?

Quero dizer, toda vez que alguém precisa reinventar a função de um recurso de um site para satisfazer sua necessidade, pode-se concluir que o design não foi capaz de prever aquela necessidade ou projetar uma solução para ela.

Estou pesquisando o Metadesign como caminho para transformar essa disputa entre designers e usuários em cooperação.</p>
<p>(Bruna Deitos on 
jun  8, 2010  7:55 AM) 

Ótimo post Raquel. É nesse sentido que caminha meu Trabalho de Conclusão de Curso. Eu estou analisando a conta de cinco jornalistas no Twitter para perceber qual a apropriação que eles tem feito da ferramenta.
Seus escritos já me ajudaram muito na definição de conceitos e este post continua me ajudando na finalização do TCC. Parabéns pelo trabalho!

Abraço,
Bruna</p>
<p>(Pablo on 
jun 10, 2010  5:30 PM) 

Muito interessante Raquel. Vc vai participar de algum dos eventos que acontecem em São Paulo, o Social Media Brasil e o Info@Trens?</p>
<p>(<a title="http://www.communicationadvisors.com" href="http://www.communicationadvisors.com" rel="nofollow">Mariela Castro</a> on 
jun 17, 2010  4:29 PM) 

Raquel, interessante a sua classificação. Mas discordo dela em alguns pontos. Por exemplo, acho que o LinkedIn não pode estar na categoria de "aberto informacional". É fato que ali você pode ver com facilidade os currículos, mas ele tem uma série de grupos de discussão que fortalecem os laços e favorecem a criação de uma rede forte de contatos e interação real. 
Da mesma forma, o Twitter. Para quem sabe usar profissionalmente,´é canal precioso para troca de informações e interação com pessoas de áreas de interesse similares. 
Eu estabeleci redes extremamente sólidas, com pessoas até então desconhecidas, nesses dois canais que você julgou meramente informativos.
Acho que, como em todas as redes sociais, há usuários mais ou menos envolvidos, mais ou menos interessados em criar ligações reais, mais ou menos interessados em apenas ser espectador ou efetivamente contribuir para a discussão.
abraços, Mariela
</p>
<p>(Erica Peroni on 
jun 29, 2010  2:20 PM) 

Oi Raquel, 
minha dúvida é muito parecida com a do Leonello.
No segundo parágrafo, vc descreve: 
"No segundo eixo, vertical, discuto a abertura da rede. Quanto mais direcionada aos laços FRACOS(conhecidos), mais interconectadas e amplas são as redes sociais expressas na ferramenta em questão. Quanto mais direcionada aos laços FRACOS? - não seria FORTES????(amigos), mais "fechada" é a ferramenta, ou seja, mais clusterizada em pequenos grupos.
Se nos dois tópicos são laços fracos, eu não consegui entender... </p>
<p>(<a title="http://www.pontomidia.com.br/raquel" href="http://www.pontomidia.com.br/raquel" rel="nofollow">raquel</a> on 
jun 29, 2010  6:39 PM) 

oi!
É FORTE sim, desculpem. :D Já corrigi.
</p>
</description>
]]></content:encoded>
<dc:subject>sites de rede social</dc:subject>
<dc:date>2010-06-01T08:32:51-03:00</dc:date>
</item>

<item>
<title>Sites de Redes Sociais em Colisão</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/sites_de_redes_sociais_em_colisao.html</link>
<description>Essa matéria do Techcrunch dizendo que o Facebook está cada vez mais parecido com o Twitter faz pensar um pouco a respeito das semelhanças e diferenças dos SNSs (sites de rede social). O Twitter inaugurou um novo tipo de serviço para as redes sociais - o status update (SU) com possibilidade de conversação. O Facebook copiou. O Orkut copiou. O MySpace copiou. Todo mundo agora tem status updates. Ok, e daí? A questão é que para muitos usuários, cada um desses sites tem um valor e uma utilidade diferentes - daí manter contas neles. O grande valor do Orkut sempre foi o social browsing. O do Facebook está no social browsing e nos aplicativos, especialmente os jogos. O MySpace tinha a particularidade da música. Quando todos eles começam a se sobrepor a reduzir as diferenças, começam também a perder valor para os usuários. Afinal, qual a vantagem de ter 3 ou 4 perfis em sites de rede social que servem exatamente para a mesma coisa? E esse é um dos principais complicadores dos status updates: spam. Muita gente, para economizar tempo, unificou todos os updates e passa postando a mesma coisa em todos os SNSs de que faz parte, criando informações repetidas para a mesma rede social. Além disso, a pluralidade de aplicativos e o tamanho da rede social também complicam o acompanhamento dos updates nesses sites. Ou seja, para funcionar bem e gerar valor, os SU precisam também ter diferenciais que acompanhem as diferenças na apropriação de cada um dos SNSs: ou mais sociais, ou mais informativos, ou mais profissionais ... O grande problema de todos os sites de rede social se parecerem e lutarem pelos mesmos valores é, portanto, a sobreposição que ocasiona a perda de valor para o usuário. A meu ver, os sites deveriam fazer o oposto: Procurar valores diferenciais, estimular apropriações diferentes, suprir necessidades diferentes. Se todos colidirem, a maioria não sobreviverá....</description>
<guid isPermaLink="false">4991@http://www.pontomidia.com.br/raquel/</guid>
<content:encoded><![CDATA[Essa <a href="http://techcrunch.com/2010/05/13/twitter-facebook" target=_blank>matéria do Techcrunch</a> dizendo que o Facebook está cada vez mais parecido com o Twitter faz pensar um pouco a respeito das semelhanças e diferenças dos SNSs (sites de rede social). O Twitter inaugurou um novo tipo de serviço para as redes sociais - o <em><strong>status update (SU) </strong></em>com possibilidade de conversação. O Facebook copiou. O Orkut copiou. O MySpace copiou. Todo mundo agora tem status updates. Ok, e daí?
<BR><BR>
A questão é que para muitos usuários, cada um desses sites tem um valor e uma utilidade diferentes - daí manter contas neles. O grande valor do Orkut sempre foi o <em>social browsing</em>. O do Facebook está no <em>social browsing</em> e nos aplicativos, especialmente os jogos. O MySpace tinha a particularidade da música. Quando todos eles começam a se sobrepor a reduzir as diferenças, começam também a perder valor para os usuários. <strong>Afinal, qual a vantagem de ter 3 ou 4 perfis em sites de rede social que servem exatamente para a mesma coisa?</strong> E esse é um dos principais complicadores dos status updates: spam. Muita gente, para economizar tempo, unificou todos os updates e passa postando a mesma coisa em todos os SNSs de que faz parte, criando informações repetidas para a mesma rede social. Além disso, a pluralidade de aplicativos e o tamanho da rede social também complicam o acompanhamento dos updates nesses sites. Ou seja, para funcionar bem e gerar valor, os SU precisam também ter diferenciais que acompanhem as diferenças na apropriação de cada um dos SNSs: ou mais sociais, ou mais informativos, ou mais profissionais ... 
<BR><BR>
O grande problema de todos os sites de rede social se parecerem e lutarem pelos mesmos valores é, portanto, <strong>a sobreposição</strong> que ocasiona a perda de valor para o usuário.  A meu ver, os sites deveriam fazer o oposto: <strong>Procurar valores diferenciais, estimular apropriações diferentes, suprir necessidades diferentes.</strong> Se todos colidirem, a maioria não sobreviverá.</p>
<p>
<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/sites_de_redes_sociais_em_colisao.html#comments" title="Comment on: Sites de Redes Sociais em Colisão">Comentarios (16)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(<a title="http://paulomilreu.com.br" href="http://paulomilreu.com.br" rel="nofollow">Paulo Milreu</a> on 
mai 13, 2010  8:19 AM) 

Raquel, concordo com você, mas na aplicação prática profissional é interessante eu distribuir minha informação através de uma integração, que facilita e aumenta a performance de interação e relacionamento nas redes. Claro, entendendo como fazer essa integração e distribuir a informação.

Do ponto de vista das redes, das empresas, sem dúvida os diferenciais estão desaparecendo. Uma pena.</p>
<p>(<a title="http://twitter.com/emersonpardo" href="http://twitter.com/emersonpardo" rel="nofollow">Emerson</a> on 
mai 13, 2010  8:53 AM) 

Essa característica de economia de tempo aconteceu com o Buzz. Quando percebi que tudo que aparecia no meu Buzz eu já tinha visto no twitter eu apertei o botão Off. E até agora o único que parece se manter fiel à proposta original ainda é o Twitter.</p>
<p>(<a title="http://www.gutierrez.pro.br" href="http://www.gutierrez.pro.br" rel="nofollow">Suzana Gutierrez</a> on 
mai 13, 2010  9:22 AM) 

Oi Raquel!

Andei falando sobre a redundância das redes estes tempos. Mais recentemente quando lançaram o Google Buzz. Antes, eu já havia reclamado um pouco da combinação RT + # do twitter, pois os RT inviabilizam seguir qualquer coisa por #, pela repetição incessante das mesmas informações.

No meu entender, um dos principais choques é entre os interesses das pessoas e das empresas (ou das pessoas que agem como empresas). A impessoalidade x a pessoalidade :) 

Atualmente, minha tendência continua sendo me informar pelos feeds e itens compartilhados deles. Os 'status updates' levo na brincadeira. 

Me dei conta que a grande maioria das pessoas linka uma série de feeds num Facebook, Twitter, Friend Feed, Tumblr, ... e nunca entra em alguns deles. A integração entre serviços facilita algumas coisas mas, em médio prazo, pode ser um tiro no pé.  Todos falam incessantemente e ninguém escuta :)

abração!</p>
<p>(<a title="http://www.espacointuitivo.blogspot.com" href="http://www.espacointuitivo.blogspot.com" rel="nofollow">Vicente Marçal</a> on 
mai 13, 2010  9:52 AM) 

Olá Raquel,

Entendo e concordo com seu ponto de vista, contudo temos de ressaltar que, em alguns casos (para não dizer na grande maioria deles!!) não temos os mesmos seguidores nas diferentes redes sociais, i. e., no Twitter tenho um grupo de seguidores que não é o mesmo do Orkut e não é o mesmo do Facebook... podemos ter alguns que estão em todos, mas nem sempre... ai, em certo aspecto, a necessidade de se replicar os SU's.

Bem, não é minha área de estudos as Redes Sociais, mas achei interessante seu post!

Abraços</p>
<p>(<a title="http://dialetica.org" href="http://dialetica.org" rel="nofollow">andre marmota</a> on 
mai 13, 2010 11:40 AM) 

Raquel, cheguei a pensar um pouco nisso, muito em função de críticas similares. Como essas ferramentas não possuem qualquer regra de uso implícita e cada apropriação, me parece natural observarmos funções semelhantes nessas ferramentas, especialmente se pensarmos no gerenciamento de tempo. Pessoalmente, tambem fiquei com a impressao de que, entre twitter, buzz e facebook, sao poucas as intersecções entre os contatos, o que diminui a sensação de spam. Talvez a ameaça maior seja para quem cria e mantém serviços similares, não pros usuários. Abraços!</p>
<p>(<a title="http://www.trasel.com.br/" href="http://www.trasel.com.br/" rel="nofollow">Träsel</a> on 
mai 13, 2010  3:34 PM) 

"Se todos colidirem, a maioria não sobreviverá."

Creio ser exatamente esse o objetivo do Facebook, não? Ser O Um serviço de rede social.</p>
<p>(<a title="http://www.pontomidia.com.br/raquel" href="http://www.pontomidia.com.br/raquel" rel="nofollow">raquel</a> on 
mai 13, 2010  4:04 PM) 

Oi Trasel! 
Pois é. Que o FB faça eu entendo. Que o resto copie, não. :) Mas de qqr modo, acho furada essa de virar o Google dos SNSs. Nem o Google consegue fazer tudo direito, vide a experiência deles com os sites de rede social.</p>
<p>(<a title="http://www.pontomidia.com.br/raquel" href="http://www.pontomidia.com.br/raquel" rel="nofollow">raquel</a> on 
mai 13, 2010  4:04 PM) 

Com certeza, marmota! :D</p>
<p>(<a title="http://bertocchi.info" href="http://bertocchi.info" rel="nofollow">Daniela Bertocchi</a> on 
mai 15, 2010  8:35 PM) 

Raquel,
A web semântica promete acabar com esse problema da sobreposição. A chave proposta é a da interoperabilidade (linked data). Quem trabalha nisso acredita que não precisamos de várias redes, mas de uma que funcione de forma integrada. Se isso ocorrer, o nó da questão será outro: o da privacidade. Mas, se formos ver, esse já é um problema em nossas vidas *hoje*...
Beijos,
Dani Bertocchi</p>
<p>(<a title="http://www.segundoandar.com.br" href="http://www.segundoandar.com.br" rel="nofollow">Raoni Ochoa</a> on 
mai 17, 2010  3:04 AM) 

Os usuários querem cada vez mais um local condensador para que una todas suas atividades sociais.</p>
<p>(<a title="http://labs.veniciosribeiro.com" href="http://labs.veniciosribeiro.com" rel="nofollow">Venicios Ribeiro</a> on 
mai 18, 2010 11:13 AM) 

Muito bom o artigo! parabens.</p>
<p>(peri77 on 
mai 19, 2010  6:17 PM) 

E tomara que o Twitter não faça o caminho inverso, incorporando funções do FB ou do Orkut, por exemplo. É interessante que cada rede evolua, mas concordo que o caminho é ser diferente. E funcional, claro.</p>
<p>(Ana Paula on 
mai 27, 2010  3:13 PM) 

Olá.. muito bom, estou lhe acompanhando ha tempos, pois estou fazendo uma monografia sobre o twitter. Gostaria muito de saber seu email para poder lhe enviar algumas (poucas) perguntas sobre twitter. Ficarei muito, muito, muito grata se vc me responder. Sei que deve ter seu tempo contado, mas será de grande importancia sua colaboração.Aguardo.</p>
<p>(<a title="http://www.andreboavistta.com.br" href="http://www.andreboavistta.com.br" rel="nofollow">Andre Boavistta</a> on 
jun  5, 2010  4:58 PM) 

Raquel,

Concordo com você. Oferecer funções diferenciadas deveria ser o foco das plataformas, no entanto compreendo que pela importância e recursos financeiros (atuais e possíveis) envolvidos na disputa sobre qual vai ser a plataforma preferencial elas se copiem para não correr o risco de ser ultrapassada e ficar para trás nessa disputa.

Seria muito bom que os geradores de conteúdo procurassem não disponibilizar os mesmos conteúdos  nas diversas redes que participam, mas isso passa por um entendimento difícil de ser assimilados por todos.
</p>
<p>(<a title="http://www.gruda.com" href="http://www.gruda.com" rel="nofollow">alexandre viveiros</a> on 
jun  5, 2010 11:48 PM) 

Concordo com seu ponto de vista e na minha opinião a sobrevivência está na UTILIDADE e SERVIÇOS AGREGADOS e não nas funcionalidades (e suas cópias). 

Acontece muito isso no mercado de Software, sistemas ERP por exemplo, existem milhares de opções para todos os gostos e preços. O diferencial está nos SERVIÇOS AGREGADOS. Na consultoria, no pós venda, no suporte, no atendimento e por aí vai.

No caso das Redes Sociais, o Linkedin é um ótimo exemplo disso, focado na sua proposta de ser uma rede profissional, mantém se firme na batalha. Não importa ser a maior rede social, ser igual a todas as outras redes, mas sim ser útil! 

E quando falo de serviços agregados, o Linkedin novamente nos mostra ser uma rede focada. Quando por exemplo, você vai se candidatar a uma vaga, o mesmo busca dentro da sua rede de contatos pessoas que conhecem alguem dentro da empresa em que está procurando a vaga e que possam lhe recomendar ou de alguma outra forma lhe ajudar no processo, genial não? Simples e genial! E mais: ÚTIL!

Estes são os pequenos diferenciais, os serviços agregados que acredito serem a solução para a sobrevivência neste mercado.

Namastê
Alexandre Viveiros</p>
<p>(<a title="http://www.cufa.org.br/matogrosso" href="http://www.cufa.org.br/matogrosso" rel="nofollow">Fernanda</a> on 
jun 29, 2010 11:43 PM) 

Olá Raquel

Estou fazendo uma pesquisa sobre a relação dos moradores de favela com as redes sociais. Percebo cada vez mais que ela se dá por meio do orkut, principalmente. Como vc percebe esa relação: rede sociais X favela? Teria alguma leitura a me indicar?

Forte Abraço</p>
</description>
]]></content:encoded>
<dc:subject>sites de rede social</dc:subject>
<dc:date>2010-05-13T07:55:23-03:00</dc:date>
</item>

<item>
<title>Jogos em sites de rede social podem ser MMORPGs?</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/jogos_em_sites_de_rede_social_podem_ser_mmorpgs.html</link>
<description>MMORPGs, sigla para Massively Multiplayer Online Role Playing Games, foi uma classificação criada para ser aplicada a jogos como o World of Warcraft, que envolvia milhares de jogadores competindo com seus avatares em um mundo online. Esses jogos eram caracterizados pela sua capacidade de gerar uma cultura própria, fruto das interações sociais no jogo, de sua competição, da progressão da evolução do avatar e etc. Esses jogos são fundamentalmente imersivos, capazes de engajar jogadores por um longo tempo e demandar um alto investimento de seus jogadores em termos emocionais, informacionais, de tempo e aprendizado. Jogos em sites de rede social, por outro lado, são jogos do tipo casual. Ou seja, são criados para exigir pouco investimento do jogador e proporcionar rápidas recompensas. São jogos que não exigem um envolvimento maior, possibilitam - ou até exigem - períodos de ausência do jogo- e são intrinsicamente pouco complexos. Apesar disso, são desenvolvidos como jogos sociais, ou seja, exigem a participação da rede como forma de aumentar os benefícios e a progressão do jogo. Alguns jogos nesses sites possuem as características gerais dos RPGs (Role Playing Games): Envolvem um contexto narrativo de realidade alternativa, a criação de personagens que devem evoluir (progredir) no jogo, a interação com outros jogadores e etc. É o caso de vários jogos do Facebook, como Mafia Wars, Yakuza Lords, Band of Heroes, Mob Wars e etc. Apesar de casuais, são jogos que apresentam características gerais dos RPGs. São jogos multiplayer em um certo nível, pois exigem a participação da rede social em vários momentos para que o jogador possa progredir. E, para muitos autores, são também massivos, pois possuem milhões de usuários. Apesar disso, discordo que esses jogos sejam MMORPGs. Acho que são uma categoria a parte, justamente por causa do baixo envolvimento que exigem, ou seja, por causa de sua característica de jogo casual. Em geral, sites de rede social proporcionam um nível menor de envolvimento e investimento que um MMORPG exigiria. Não há cultura emergente, decorrente das próprias interações nesses jogos. Mas há exceções. Entretanto, as exceções não acontecem por conta do jogo em si e sim, de sua apropriação- como é o caso do Mafia Wars (falei disso nesse post). Assim, alguns jogos em sites de rede social deixam de ser casuais e passam a gerar um contexto envolvente a partir do uso que as pessoas fazem deles e não pelas características técnicas do jogo em si. De um modo geral, como dependem da apropriação, a maioria dos RPGs em sites rede social não é MMORPG. Pelo menos, não ainda....</description>
<guid isPermaLink="false">4990@http://www.pontomidia.com.br/raquel/</guid>
<content:encoded><![CDATA[<img alt="mw2.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/images/mw2.jpg" width="98" height="126" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />MMORPGs, sigla para <em>Massively Multiplayer Online Role Playing Games</em>, foi uma classificação criada para ser aplicada a jogos como o World of Warcraft, que envolvia milhares de jogadores competindo com seus avatares em um mundo online. Esses jogos eram caracterizados pela sua capacidade de gerar uma cultura própria, fruto das interações sociais no jogo, de sua competição, da progressão da evolução do avatar e etc. Esses jogos são fundamentalmente imersivos, capazes de engajar jogadores por um longo tempo e demandar um alto investimento de seus jogadores em termos emocionais, informacionais, de tempo e aprendizado. 
<BR><BR>
Jogos em sites de rede social, por outro lado, são jogos do tipo casual. Ou seja, são criados para exigir pouco investimento do jogador e proporcionar rápidas recompensas. São jogos que não exigem um envolvimento maior, possibilitam - ou até exigem - períodos de ausência do jogo- e são intrinsicamente pouco complexos. Apesar disso, são desenvolvidos como jogos sociais, ou seja, exigem a participação da rede como forma de aumentar os benefícios e a progressão do jogo.
<BR><BR>
Alguns jogos nesses sites possuem as características gerais dos RPGs (Role Playing Games): Envolvem um contexto narrativo de realidade alternativa, a criação de personagens que devem evoluir (progredir) no jogo, a interação com outros jogadores e etc. É o caso de vários jogos do Facebook, como Mafia Wars, Yakuza Lords, Band of Heroes, Mob Wars e etc. Apesar de casuais, são jogos que apresentam características gerais dos RPGs. São jogos multiplayer em um certo nível, pois exigem a participação da rede social em vários momentos para que o jogador possa progredir. E, para muitos autores, são também massivos, pois possuem milhões de usuários. 
<BR><BR>
Apesar disso, discordo que esses jogos sejam MMORPGs. Acho que são uma categoria a parte, justamente por causa do baixo envolvimento que exigem, ou seja, por causa de sua característica de jogo casual. Em geral, sites de rede social proporcionam um nível menor de envolvimento e investimento que um MMORPG exigiria. Não há cultura emergente, decorrente das próprias interações nesses jogos. Mas há exceções. Entretanto, as exceções não acontecem por conta do jogo em si e sim, de sua apropriação-  como é o caso do Mafia Wars (falei disso <a href="http://pontomidia.com.br/raquel/arquivos/jogos_e_redes_sociais_o_caso_do_mafia_wars.html" target=_blank>nesse post</a>). Assim, alguns jogos em sites de rede social deixam de ser casuais e passam a gerar um contexto envolvente a partir do uso que as pessoas fazem deles e não pelas características técnicas do jogo em si. De um modo geral, como dependem da apropriação, a maioria dos RPGs em sites rede social não é MMORPG. Pelo menos, não ainda.

</p>
<p>
<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/jogos_em_sites_de_rede_social_podem_ser_mmorpgs.html#comments" title="Comment on: Jogos em sites de rede social podem ser MMORPGs?">Comentarios (4)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(Oops on 
mai  4, 2010  3:50 PM) 

Acredito que a diferença entre os MMORPG e os jogos de redes sociais sejam o seu ponto de partida em relação à parte eminentemente "social".
Os MMORPGS partem da situação de "Jogo" para a de "Interação", os jogos de redes sociais partem do ponto em que você já tem a sua interação a sua "rede social" pronta, e daí construir o jogo.
Com o jogador das duas coisas, acredito que a dedicação depende de cada jogador, mas sim, a necessidade dela é mais presente num MMORPG (mesmo com jogadores casuais, como eu, em menor número) que num Mafia Wars, por exemplo.

De modo geral, concordo que são coisas (bem) diferentes, e não acho que vão (nem devem) se confundir num futuro próximo.</p>
<p>(<a title="http://blog.sugimoto.com.br" href="http://blog.sugimoto.com.br" rel="nofollow">Felipe Sugimoto</a> on 
mai  4, 2010  4:02 PM) 

Por conceito eles podem ser considerados sim MMORPG desde que você considere eles um RPG, entretanto  a imersão no mundo virtual não se dá de uma forma muito profunda. O mundo virtual é bem plano e é focado em poucos movimentos e crescimento. Seu avatar nesses jogos é um tanto quanto raso também não permitindo uma personificação muito forte.

Mas bem, este sou apenas eu pensando. Vai saber...</p>
<p>(<a title="http://blog.joaomattar.com" href="http://blog.joaomattar.com" rel="nofollow">João Mattar</a> on 
mai  6, 2010 10:41 AM) 

Nelson Zagalo abordou de passagem esta questão em sua palestra durante o VI Seminário Jogos Eletrônicos, Educação e Comunicação, e no debate este post foi mencionado: http://blog.joaomattar.com/2010/05/06/vi-seminario-jogos-eletronicos-educacao-e-comunicacao/#comment-36814</p>
<p>(Vitor Dornelles on 
jun  5, 2010  2:44 PM) 

Acho que são situações bem diferentes. Isso pode ser constatado até mesmo pelo público que cada tipo de jogo atinge. A própria divisão entre jogos casuais e hard games explicita isso. São tecnicamente e funcionalmente diferentes.</p>
</description>
]]></content:encoded>
<dc:subject>jogos</dc:subject>
<dc:date>2010-05-04T09:49:57-03:00</dc:date>
</item>

<item>
<title>O Problema da Privacidade para os Sites de Rede Social</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/o_problema_da_privacidade_para_os_sites_de_rede_social.html</link>
<description>Ontem eu estava lendo mais da enxurrada de críticas ao Facebook e suas políticas de privacidade. Na verdade, a crescente preocupação para com a privacidade (comentei um pouco no último post) é um grande problema para os sites de rede social. Isso porque, primeiro, grande parte do valor desses sites para os usuários está, justamente, na publicização das informações pessoais, na performance. Quem estuda o Orkut sabe, por exemplo, que uma das práticas sociais mais valorizadas no sistema é aquela do social browsing, ou seja, de observar os perfis e as mudanças dos perfis dos outros, ver quem é amigo de quem. Em última análise, as práticas sociais correntes no Orkut (e em outros sites de rede social) valorizam mais os laços fracos, as conexões com quem se conhece pouco do que as conexões com os laços fortes. Para os amigos, os usuários costumam utilizar outras ferramentas, como os mensageiros. Assim, estar num site de rede social é performático, é exposição, construção de presença. Ao mesmo tempo, é ser público. Ora, o problema com a crescente preocupação é o óbvio. Enquanto todos querem saber da vida de todos, ninguém quer liberar suas próprias informações. E quanto mais as pessoas colocam camadas de privacidade nos seus perfis, menos valor esses perfis têm para a rede e, consequentemente, esse comportamento, se adotado por uma massa crítica, pode reduzir significativamente o valor do site de rede social. As pessoas passam a ser mais seletivas na adoção de amigos. Mais fragmentada vai ficando a rede. Quanto mais fragmentada, menos informação circula. Trata-se de um desafio. Os sites de rede social precisam garantir a privacidade dos seus usuários e, ao mesmo tempo, manter o valor da rede. Uma das formas de fazer isso é corrente hoje: estimular outras práticas sociais, como os jogos e a conversação com os laços fortes (mensageiros instantâneos nesses sites). Ainda assim, mudar as práticas sociais já constituídas é muito difícil. O tiro pode sair pela culatra. O Facebook, por exemplo, com o advento dos jogos, experimentou uma grande quantidade de perfis fakes para usuários que querem jogar sem explicitar isso em seu perfil principal. A quantidade de perfis falsos também reduz o valor do site de rede social, cuja apropriação principal reside em sua conexão com o mundo offline (pessoas que se conhece). Já os mensageiros instantâneos são usados, mas a maioria ainda prefere os tradicionais, que já usa fora da Web. Outra prática é a de estimular o desenvolvimento de aplicativos por terceiros, para acrescentar valor ao site (como jogos, quizzes, pokes e etc.). Só que isso também é complicado, pois, para que o desenvolvedor consiga fazer o aplicativo funcionar em rede, ele precisa ter acesso aos dados que foram gravados por você no seu perfil. E, com isso, seus dados ficam gravados nos servidores de terceiros quando usa um aplicativo. O Facebook, por exemplo, tem uma política de privacidade que apenas solicita ao desenvolvedor que apague os dados se o usuário pedir. Só que a empresa não tem como assegurar que isso realmente aconteça, porque os dados estão no servidor do desenvolvedor. O que ele pode fazer é pedir ao desenvolvedor que respeite isso. Complicado, não? É por isso que quando se adiciona um aplicativo, o site pergunta se você quer dar acesso a terceiros ao seu perfil. É por isso que o Zuckerberg afirma que &quot;não acredita na privacidade&quot; e a maioria das políticas de privacidade dos sites de rede social não são assim, tão privadas. É uma questão extremamente delicada e difícil para esses sites. Quanto mais a preocupação para com a privacidade cresce, maior o risco de que, ao final das contas, as pessoas decidam que não vale a pena manter um perfil e comecem o deletem. Em massa....</description>
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<content:encoded><![CDATA[<img alt="midiasocial.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/midiasocial.jpg" width="232" height="195" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />Ontem eu estava lendo mais da<a href="http://www.wired.com/epicenter/2010/04/report-facebook-ceo-mark-zuckerberg-doesnt-believe-in-privacy/" target=_blank> enxurrada de críticas ao Facebook </a>e suas políticas de privacidade. Na verdade, a crescente preocupação para com a privacidade (comentei um pouco no último post) é um grande problema para os sites de rede social. Isso porque, primeiro, grande parte do valor desses sites para os usuários está, justamente, na publicização das informações pessoais, na performance. Quem estuda o Orkut sabe, por exemplo, que uma das práticas sociais mais valorizadas no sistema é aquela do <strong>social browsing</strong>, ou seja, de observar os perfis e as mudanças dos perfis dos outros, ver quem é amigo de quem. Em última análise, as práticas sociais correntes no Orkut (e em outros sites de rede social) <strong>valorizam mais os laços fracos, as conexões com quem se conhece pouco do que as conexões com os laços fortes</strong>. Para os amigos, os usuários costumam utilizar outras ferramentas, como os mensageiros. Assim, estar num site de rede social é performático, é exposição, construção de presença. Ao mesmo tempo, é ser público. 
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Ora, o problema com a crescente preocupação é o óbvio. Enquanto todos querem saber da vida de todos, ninguém quer liberar suas próprias informações. E quanto mais as pessoas colocam camadas de privacidade nos seus perfis, menos valor esses perfis têm para a rede e, consequentemente, esse comportamento, se adotado por uma massa crítica, pode reduzir significativamente o valor do site de rede social. As pessoas passam a ser mais seletivas na adoção de amigos. Mais fragmentada vai ficando a rede. Quanto mais fragmentada, menos informação circula.
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Trata-se de um desafio. <strong>Os sites de rede social precisam garantir a privacidade dos seus usuários e, ao mesmo tempo, manter o valor da rede</strong>. Uma das formas de fazer isso é corrente hoje: estimular outras práticas sociais, como os jogos e a conversação com os laços fortes (mensageiros instantâneos nesses sites). Ainda assim, mudar as práticas sociais já constituídas é muito difícil. O tiro pode sair pela culatra. O Facebook, por exemplo, com o advento dos jogos, experimentou uma grande quantidade de perfis fakes para usuários que querem jogar sem explicitar isso em seu perfil principal. <strong>A quantidade de perfis falsos também reduz o valor do site de rede social</strong>, cuja apropriação principal reside em sua conexão com o mundo offline (pessoas que se conhece). Já os mensageiros instantâneos são usados, mas a maioria ainda prefere os tradicionais, que já usa fora da Web. Outra prática é a de estimular o desenvolvimento de aplicativos por terceiros, para acrescentar valor ao site (como jogos, quizzes, pokes e etc.). Só que isso também é complicado, pois, para que o desenvolvedor consiga fazer o aplicativo funcionar em rede, ele precisa ter acesso aos dados que foram gravados por você no seu perfil. E, com isso, seus dados ficam gravados nos servidores de terceiros quando usa um aplicativo. O Facebook, por exemplo, tem uma política de privacidade que apenas solicita ao desenvolvedor que apague os dados se o usuário pedir. Só que a empresa não tem como assegurar que isso realmente aconteça, porque os dados estão no servidor do desenvolvedor. O que ele pode fazer é pedir ao desenvolvedor que respeite isso. Complicado, não? É por isso que quando se adiciona um aplicativo, o site pergunta se você quer dar acesso a terceiros ao seu perfil.
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É por isso que o Zuckerberg afirma que "não acredita na privacidade" e a maioria das políticas de privacidade dos sites de rede social não são assim, tão privadas. É uma questão extremamente delicada e difícil para esses sites. Quanto mais a preocupação para com a privacidade cresce, maior o risco de que, ao final das contas, as pessoas decidam que não vale a pena manter um perfil e comecem o deletem. Em massa. 
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/o_problema_da_privacidade_para_os_sites_de_rede_social.html#comments" title="Comment on: O Problema da Privacidade para os Sites de Rede Social">Comentarios (5)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(<a title="http://imprenca.blogspot.com" href="http://imprenca.blogspot.com" rel="nofollow">Victor Amatucci</a> on 
abr 29, 2010  6:34 PM) 

Concordo com quase tudo. 

Só não colocaria o Orkut na mesma categoria do Facebook. Primeiro porque o Facebook tem um número infinitamente superior de usuários mundo afora. Segundo e, principalmente, porque acho que as pessoas não tem as mesma preocupações no Facebook que tem no Orkut. 

A exceção quase sempre são os brasileiros que acabam por usar de maneira associativa uma ferramenta como se fosse a outra...

Excelente post (na minha humilde opinião)</p>
<p>(Juliana on 
abr 30, 2010  8:59 PM) 

Gostei muito do post, e vou fazer só mais uma observação: existem pessoas e "pessoas". Quem faz um perfil, seja no Orkut ou Faceb, tem que selecionar quem é seu ´amigo`e quem é seu conhecido. Ambos os sites te dão opção do que pode ser visto (com exceção dos aplicativos, como vc disse), mas só o Facebook te dá a opção do QUE VOCÊ quer ver.
Mas... é o mundo em que estamos vivendo! </p>
<p>(<a title="http://www.cintiadalbello.blogspot.com" href="http://www.cintiadalbello.blogspot.com" rel="nofollow">Cíntia Dal Bello</a> on 
mai  1, 2010 11:11 AM) 

A tensão é realmente interessante: em plataformas como Orkut e Facebook, os internautas podem circunscrever-se, presentificando-se nos fluxos informacionais do cyberspace. Aparecer para ser... eis a dinâmica regente. Entretanto, toda exposição tem seu custo: vitrines são frágeis contra pedras! O que tem se delineado, a meu ver, é uma vontade de ser uma espécie de vitrine-blindada... Como as plataformas farão para possibilitar a experiência da exibição pública sem parte das consequências do tornar-se uma figura pública? Creio que ainda estamos na temática do conflito entre esfera pública e privada, da publicização da intimidade (como evasão desejada que, de repente, abre-se para a invasão de privacidade). Vamos acompanhar!</p>
<p>(<a title="http://tiagoamelo.wordpress.com/" href="http://tiagoamelo.wordpress.com/" rel="nofollow">Tiago Melo</a> on 
mai  3, 2010  2:18 PM) 

Eu já parto do princípio de que se quiser fazer parte de uma rede social, terá que esquecer a privacidade. No entando, o que acontece com as pessoas em redes como Orkut e Facebook, é querer se expor sem que tenha um reação contra que a faça passar por uma pessoa que ela não quer ser na rede. Sem contar que muitos ainda não confiam nas empresas a ponto de deixar seus dados com ela, temendo receber aquelas ligações chatas de telemarketing oferenco à você um produto com infinitias vantagens que não te servirão para nada. A pessoas também, pelo menos aqui no Brasil, contam muito pouco com as redes como um instrumentos profissional. Elas tem mais medo do ex-namorado(a) ficar bisbilhotando seu orkut do que aplicativos ficarem com seus dados (muito nem sabem o que acontece quando clicam em "concordo". Vão visitando alguns perfis no Orkut e percebam isso.</p>
<p>(<a title="http://professorabrisaerc.spaces.live.com" href="http://professorabrisaerc.spaces.live.com" rel="nofollow">Rosemary</a> on 
mai 26, 2010  9:29 PM) 

Olá Raquel, sou mestranbda da professora Edméa Santos e no nosso grupo de pesquisa estamos estudando o seu livro Redes Sociais na Internet.
Gostaria de problematizar o conceito de site de redes sociais. Você não acha que o conceito de site tem muito mais a ver com a web 1.0 em que os sites eram apenas repositórios de informação e publicação e que com a chegada da web 2.0 as redes sociais são potencializadas por interfaces sociais ao invés de sites? Gostaria que você trouxesse alguma resposta sobre isso para que eu possa devolver ao grupo.

Abs

Rosemary</p>
</description>
]]></content:encoded>
<dc:subject>redes sociais</dc:subject>
<dc:date>2010-04-29T07:41:26-03:00</dc:date>
</item>

<item>
<title>Privacidade e Redes Sociais: Brasil x Índia</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/privacidade_e_redes_sociais_brasil_x_india.html</link>
<description>O crescimento da adoção de uma ferramenta de conversação mediada pelo computador e sua aproximação da massa crítica tem efeitos bem consideráveis sobre a apropriação. Quanto mais popular a ferramenta, mais ela ultrapassa as fronteiras dos primeiros influenciadores, aqueles que geralmente possuem interesses em comum e pertencem a um grupo mais ou menos homogêneo. Com o crescimento das diferenças (e, consequentemente da adoção por grupos sociais diferentes), cresce também o estranhamento entre esses diferentes grupos. E, finalmente, com o estranhamento, cresce a preocupação com a privacidade. A preocupação com a privacidade, portanto, tende a ser uma preocupação secundária da adoção. Claro que, a noção da privacidade é também cultural. Em uma pesquisa que realizei na Índia com outros colegas em 2007, percebemos que a construção do conceito de privacidade tinha a ver com os hábitos culturais dos indivíduos. Bem diferente do Brasil na época, quando colocar tudo público no Orkut era a regra, os indianos (especialmente as mulheres) já tinham uma preocupação forte para com o tipo de informação que era colocada online. Embora não deixassem de usar o site (e estavam começando a usar também o Facebook), as mulheres costumavam construir perfis que escondessem parte de sua identidade. O uso de fotos de flores, avatares, e etc. era extremamente comum. Já os homens, especialmente os mais jovens, tendiam a usar mais fotos de si - embora alguns procurassem colocar fotos a distância ou com óculos escuros. No Brasil, ao contrário, fotos que mostrassem bem o indivíduo eram a regra. Inclusive, colocar álguns públicos, também. Na Índia, muitos tinham já vários perfis, um para a &quot;família&quot;, outro para os amigos. No Brasil, esse hábito ainda era incipiente. É claro que esses níveis diferentes de preocupação para com a privacidade dos dados eram também culturais. Embora no Brasil o Orkut já tivesse atingido uma massa crítica, ainda eram poucos os relatos de mau uso de dados pessoais. Os adotantes ainda viam o sistema como constituído apenas de pequenos grupos de laços fortes e seus &quot;conhecidos&quot;, pouco ou nada sabendo de outros grupos. Na Índia, ao contrário. Além de uma sociedade culturalmente mais conservadora em termos de privacidade, os indianos também conheciam todo o tipo de histórias de mau uso dos dados pessoais colocados online. Com essa preocupação em mente, eram muito mais cuidadosos que os brasileiros e a privacidade era uma preocupação freqüente. Na época, a adição de camadas de privacidade para os vários níveis da rede social foi uma das recomendações que fizemos ao Google. Atualmente, a preocupação para com a privacidade começa a aparecer com força no Brasil. Com a cobertura da mídia de casos onde os dados foram mal utilizados, relatos de usuários que foram prejudicados e mesmo, uma percepção do alcance das conexões na rede, fizeram crescer a cautela dos brasileiros na Internet. Embora ela ainda seja menor junto aos mais jovens e as crianças, passa a ser um fato. Se observarmos o Orkut, por exemplo, a cada dia, mais e mais perfis começam a ter seu acesso limitado. Fotos raramente são públicas. Scraps (recados) estão cada vez mais restritos. A tendência me parece, é que essa preocupação passe a ser, cada vez mais, a regra também para outras ferramentas, a partir de seu crescimento. Ou seja, mais do que uma cultural, a preocupação para com a privacidade dos dados na Internet, no Brasil, é uma conseqüência direta da percepção da adoção das ferramentas através das redes sociais....</description>
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<content:encoded><![CDATA[<img alt="privacy.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/privacy.jpg" width="256" height="280" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />O crescimento da adoção de uma ferramenta de conversação mediada pelo computador e sua aproximação da massa crítica tem efeitos bem consideráveis sobre a apropriação. Quanto mais popular a ferramenta, mais ela ultrapassa as fronteiras dos primeiros influenciadores, aqueles que geralmente possuem interesses em comum e pertencem a um grupo mais ou menos homogêneo. Com o crescimento das diferenças (e, consequentemente da adoção por grupos sociais diferentes), cresce também o estranhamento entre esses diferentes grupos. E, finalmente, com o estranhamento, cresce a preocupação com a privacidade.
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A preocupação com a privacidade, portanto, tende a ser uma preocupação secundária da adoção. Claro que, a noção da privacidade é também cultural. Em uma pesquisa que realizei na Índia com outros colegas em 2007, percebemos que a construção do conceito de privacidade tinha a ver com os hábitos culturais dos indivíduos. Bem diferente do Brasil na época, quando colocar tudo público no Orkut era a regra, os indianos (especialmente as mulheres) já tinham uma preocupação forte para com o tipo de informação que era colocada online. Embora não deixassem de usar o site (e estavam começando a usar também o Facebook), as mulheres costumavam construir perfis que escondessem parte de sua identidade. O uso de fotos de flores, avatares, e etc. era extremamente comum. Já os homens, especialmente os mais jovens, tendiam a usar mais fotos de si - embora alguns procurassem colocar fotos a distância ou com óculos escuros.  No Brasil, ao contrário, fotos que mostrassem bem o indivíduo eram a regra. Inclusive, colocar álguns públicos, também. Na Índia, muitos tinham já vários perfis, um para a "família", outro para os amigos. No Brasil, esse hábito ainda era incipiente. 
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É claro que esses níveis diferentes de preocupação para com a privacidade dos dados eram também culturais. Embora no Brasil o Orkut já tivesse atingido uma massa crítica, ainda eram poucos os relatos de mau uso de dados pessoais. Os adotantes ainda viam o sistema como constituído apenas de pequenos grupos de laços fortes e seus "conhecidos", pouco ou nada sabendo de outros grupos. Na Índia, ao contrário. Além de uma sociedade culturalmente mais conservadora em termos de privacidade, os indianos também conheciam todo o tipo de histórias de mau uso dos dados pessoais colocados online. Com essa preocupação em mente, eram muito mais cuidadosos que os brasileiros e a privacidade era uma preocupação freqüente. Na época, a adição de camadas de privacidade para os vários níveis da rede social foi uma das recomendações que fizemos ao Google.
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Atualmente, a preocupação para com a privacidade começa a aparecer com força no Brasil. Com a cobertura da mídia de casos onde os dados foram mal utilizados, relatos de usuários que foram prejudicados e mesmo, uma percepção do alcance das conexões na rede, fizeram crescer a cautela dos brasileiros na Internet. Embora ela ainda seja menor junto aos mais jovens e as crianças, passa a ser um fato. Se observarmos o Orkut, por exemplo, a cada dia, mais e mais perfis começam a ter seu acesso limitado. Fotos raramente são públicas. Scraps (recados) estão cada vez mais restritos. 
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A tendência me parece, é que essa preocupação passe a ser, cada vez mais, a regra também para outras ferramentas, a partir de seu crescimento. Ou seja, mais do que uma cultural, a preocupação para com a privacidade dos dados na Internet, no Brasil, é uma conseqüência direta da percepção da adoção das ferramentas através das redes sociais. </p>
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/privacidade_e_redes_sociais_brasil_x_india.html#comments" title="Comment on: Privacidade e Redes Sociais: Brasil x Índia">Comentarios (2)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(<a title="http://www.cintiadalbello.blogspot.com" href="http://www.cintiadalbello.blogspot.com" rel="nofollow">Cíntia Dal Bello</a> on 
abr 28, 2010  9:56 AM) 

Raquel, talvez seja possível dizer, inclusive, que o fator de atração para os brasileiros, na primeira onda do Orkut, tenha sido justamente a exposição escancarada de tudo e todos, como se as consequências, se houvessem, fossem apenas positivas. O deslumbramento e o encanto iniciais, entretanto, sofreram sistemáticos abalos - vários casos noticiados na mídia, como você mesma escreveu, somados à experiência cotidiana (roubo de identidade, scraps maldosos escritos por fakes, apropriação indevida de imagens publicadas, intimidade vigiada). Muita gente saiu, e voltou, e saiu... ("sair" ou cancelar o perfil, em casos extremos, parece ser a única alternativa para "cortar" determinados desdobramentos infelizes da superexposição; mas quem consegue "ficar longe" por muito tempo? A superexposição é sedutora demais...!). Creio que a nova onda - dos cadeados, do conteúdo restrito a grupos específicos de "amigos" - deva trazer muita gente que foi e não voltou, pois torna a usabilidade da plataforma mais segura. Um beijo!   </p>
<p>(<a title="http://www.cintiadalbello.blogspot.com" href="http://www.cintiadalbello.blogspot.com" rel="nofollow">Cíntia Dal Bello</a> on 
abr 28, 2010  9:57 AM) 

Raquel, talvez seja possível dizer, inclusive, que o fator de atração para os brasileiros, na primeira onda do Orkut, tenha sido justamente a exposição escancarada de tudo e todos, como se as consequências, se houvessem, fossem apenas positivas. O deslumbramento e o encanto iniciais, entretanto, sofreram sistemáticos abalos - vários casos noticiados na mídia, como você mesma escreveu, somados à experiência cotidiana (roubo de identidade, scraps maldosos escritos por fakes, apropriação indevida de imagens publicadas, intimidade vigiada). Muita gente saiu, e voltou, e saiu... ("sair" ou cancelar o perfil, em casos extremos, parece ser a única alternativa para "cortar" determinados desdobramentos infelizes da superexposição; mas quem consegue "ficar longe" por muito tempo? A superexposição é sedutora demais...!). Creio que a nova onda - dos cadeados, do conteúdo restrito a grupos específicos de "amigos" - deva trazer muita gente que foi e não voltou, pois torna a usabilidade da plataforma mais segura. Um beijo!   </p>
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<dc:subject>privacidade</dc:subject>
<dc:date>2010-04-26T08:19:18-03:00</dc:date>
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<item>
<title>Mídia Social e Campanha Eleitoral</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/midia_social_e_campanha_eleitoral.html</link>
<description>Falando um pouquinho sobre o uso dos sites de rede social nas campanhas eleitorais em algumas entrevistas, pensei em escrever um pequeno texto sobre as estratégias e os usos aqui no blog. Vou resumir em alguns pontos que penso que precisam ser levados em conta nas campanhas online em sites de rede social. Entender a apropriação é chave Muitas pessoas perguntam se eu penso que a estratégia do candidato X ou Y é legal ou se vai ser eficiente. Penso que depende. É preciso ter em mente que sites de rede social já têm uma apropriação anterior à campanha eleitoral e que, com isso, já têm valores agregados pelas redes sociais. Penso que, para a estratégia ser eficiente, é preciso dissecar esses valores com cuidado e ver como o candidato pode agregar mais a essas apropriações através de sua campanha. Não se trata de &quot;usar&quot; o capital social criado pelo possível eleitorado na ferramenta, mas auxiliar a construí-lo. Esse é um primeiro ponto importante. É preciso, portanto, compreender o uso da ferramenta e adaptá-lo como um serviço ao eleitorado e não como um favor. É preciso compreender o público. É preciso que os candidatos percebam que as ferramentas têm usos diferentes no Brasil, particulares e não universais. E que esses usos também dependem do público. Jovens tendem a fazer um uso diferente de adultos. Enquanto o Twitter é uma ferramenta que tem grande repercussão, é pouco utilizada pela massa da população brasileira, mas tem um ótimo potencial informativo. O Orkut, por outro lado, é muito mais utilizado, mas tem um foco social que torna mais difícil o uso para propaganda eleitoral sem gerar uma má impressão de spam. Além disso, há perfis diferentes de uso mesmo dentro da mesma ferramenta - já falei aqui em outras oportunidades, mas o Twitter, por exemplo, vem mudando o foco de apropriação pelos late adopters. Ao invés de focar na informação, esses usuários focam o Twitter como uma ferramenta de conversação e de updates do dia a dia (como ela foi originalmente pensada), seguem pouca gente e utilizam muito as &quot;@s&quot; e poucos os &quot;RTs&quot;. Isso, por si, já é um diferencial. Muita gente fala da campanha do Obama nos EUA. Ela deu certo principalmente porque o seu eleitorado era jovem e tecnologicamente engajado. Não sabemos se funcionaria com igual eficiência se os apoiadores da campanha fossem principalmente outro tipo de público. Obama entendeu o uso das várias ferramentas e as utilizou para engajar ainda mais sua base eleitoral, que já usava a Rede. E esse uso foi orgânico e não artificial. Apesar disso, não dá pra dizer que a mesma estratégia daria certo no Brasil. Nossos jovens têm um uso muito mais social das ferramentas, mais fechado em pequenas redes. Os adultos, ao contrário, parecem ter um uso mais informativo. São diferenças que precisam ser pesadas na estratégia. A conversação também é importante Outra coisa que me parece importante é oferecer um canal de conversação com as redes sociais e não apenas de informação. As ferramentas de comunicação mediada pelo computador têm um potencial democrático fundamental, que pode ser utilizado pelos candidatos. Fazer &quot;horário político&quot;, onde apenas o candidato fala e não escuta, é desperdiçar grande parte do potencial democrático dessas ferramentas. Criar relacionamentos é fundamental. Apesar disso, muitos ainda utilizam esses canais como formas de repetir coisas que são ditas em outras mídias, reduzindo o valor que é agregado. É preciso compreender que sites de rede social são sociais, são focados em conexões, em relacionamentos construídos pela interação. Especialmente aqui no Brasil, essa característica parece ser fortíssima. A eficiência está nas cascatas O tamanho de uma rede social não dizer muita coisa . Um candidato ter milhares de seguidores no Twitter não quer dizer, necessariamente, que ele está sendo ouvido. Seguir alguém é um ato construído com diversos significados. Pode querer significar uma manifestação de apoio, mas não necessariamente significar que alguém está sendo ouvido. Podem também simplesmente ser &quot;inflados&quot; por contas falsas, spammers e etc. Mais importante para um candidato pensar na eficiência de sua estratégia, creio eu, são as cascatas, ou seja, as repercussões das informações e de suas ações nessas redes sociais. Essas cascatas são ecos das informações que vão sendo propagadas pela rede e podem indicar relevância. São também resultados do agregado de capital social que a informação representa pra rede e seu impacto nela. As conversações, o relacionamento, são modos de criar valor e potencializar essas cascatas. Esses são apenas alguns pequenos apontamentos iniciais que trouxe para a discussão. Há muito mais a dizer, mas assim que tiver mais tempo, passo aqui para escrever. :-)...</description>
<guid isPermaLink="false">4986@http://www.pontomidia.com.br/raquel/</guid>
<content:encoded><![CDATA[<img alt="eleicoes.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/eleicoes.jpg" width="300" height="285" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />Falando um pouquinho sobre o uso dos sites de rede social nas campanhas eleitorais em algumas entrevistas, pensei em escrever um pequeno texto sobre as estratégias e os usos aqui no blog. Vou resumir em alguns pontos que penso que precisam ser levados em conta nas campanhas online em sites de rede social.
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<strong>Entender a apropriação é chave</strong>
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Muitas pessoas perguntam se eu penso que a estratégia do candidato X ou Y é legal ou se vai ser eficiente. Penso que depende. É preciso ter em mente que sites de rede social já têm uma apropriação anterior à campanha eleitoral e que, com isso, já têm valores agregados pelas redes sociais. Penso que, para a estratégia ser eficiente, é preciso dissecar esses valores com cuidado e ver <strong>como o candidato pode agregar mais a essas apropriações através de sua campanha</strong>. Não se trata de "usar" o capital social criado pelo possível eleitorado na ferramenta, mas <strong>auxiliar a construí-lo</strong>. Esse é um primeiro ponto importante. É preciso, portanto, compreender o uso da ferramenta e adaptá-lo como um serviço ao eleitorado e não como um favor. 
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É preciso compreender o público. É preciso que os candidatos percebam que as ferramentas têm usos diferentes no Brasil, particulares e não universais. E que esses usos também dependem do público. Jovens tendem a fazer um uso diferente de adultos.  Enquanto o Twitter é uma ferramenta que tem grande repercussão, é pouco utilizada pela massa da população brasileira, mas tem um ótimo potencial informativo. O Orkut, por outro lado, é muito mais utilizado, mas tem um foco social que torna mais difícil o uso para propaganda eleitoral sem gerar uma má impressão de spam. Além disso, há perfis diferentes de uso mesmo dentro da mesma ferramenta - já falei aqui em outras oportunidades, mas o Twitter, por exemplo, vem mudando o foco de apropriação pelos <em>late adopters</em>. Ao invés de focar na informação, esses usuários focam o Twitter como uma ferramenta de conversação e de updates do dia a dia (como ela foi originalmente pensada), seguem pouca gente e utilizam muito as "@s" e poucos os "RTs". Isso, por si, já é um diferencial.
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Muita gente fala da campanha do Obama nos EUA. Ela deu certo principalmente porque o seu eleitorado era jovem e tecnologicamente engajado. Não sabemos se funcionaria com igual eficiência se os apoiadores da campanha fossem principalmente outro tipo de público. Obama entendeu o uso das várias ferramentas e as utilizou para engajar ainda mais sua base eleitoral, que já usava a Rede. <strong>E esse uso foi orgânico e não artificial. </strong> Apesar disso, não dá pra dizer que a mesma estratégia daria certo no Brasil. Nossos jovens têm um uso muito mais social das ferramentas, mais fechado em pequenas redes. Os adultos, ao contrário, parecem ter um uso mais informativo. São diferenças que precisam ser pesadas na estratégia.
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<strong>A conversação também é importante</strong>
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Outra coisa que me parece importante é oferecer um canal de conversação com as redes sociais e não apenas de informação. As ferramentas de comunicação mediada pelo computador têm um potencial democrático fundamental, que pode ser utilizado pelos candidatos. Fazer "horário político", onde apenas o candidato fala e não escuta, é desperdiçar grande parte do potencial democrático dessas ferramentas.<strong> Criar relacionamentos é fundamental.</strong> Apesar disso, muitos ainda utilizam esses canais como formas de repetir coisas que são ditas em outras mídias, reduzindo o valor que é agregado. É preciso compreender que sites de rede social são sociais, são focados em conexões, em relacionamentos construídos pela interação. Especialmente aqui no Brasil, essa característica parece ser fortíssima. 
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<strong>A eficiência está nas cascatas</strong>
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O tamanho de uma rede social não dizer muita coisa . Um candidato ter milhares de seguidores no Twitter não quer dizer, necessariamente, que ele está sendo ouvido. Seguir alguém é um ato construído com diversos significados. Pode querer significar uma manifestação de apoio, mas não necessariamente significar que alguém está sendo ouvido. Podem também simplesmente ser "inflados" por contas falsas, spammers e etc. 
Mais importante para um candidato pensar na eficiência de sua estratégia, creio eu, são as cascatas, ou seja, as repercussões das informações e de suas ações nessas redes sociais. Essas cascatas são ecos das informações que vão sendo propagadas pela rede e podem indicar relevância. São também resultados do agregado de capital social que a informação representa pra rede e seu impacto nela. As conversações, o relacionamento, são modos de criar valor e potencializar essas cascatas. 
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Esses são apenas alguns pequenos apontamentos iniciais que trouxe para a discussão. Há muito mais a dizer, mas assim que tiver mais tempo, passo aqui para escrever. :-)<img alt="eleicoes.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/eleicoes.jpg" width="300" height="285" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></p>
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/midia_social_e_campanha_eleitoral.html#comments" title="Comment on: Mídia Social e Campanha Eleitoral">Comentarios (5)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(<a title="http://www.gastaomuri.com" href="http://www.gastaomuri.com" rel="nofollow">Gastão Muri</a> on 
abr 22, 2010  4:25 PM) 

Texto muito bom, sintetizou os principais pontos e outros que ainda são obscuros para muitos.</p>
<p>(<a title="http://www.tossedecachorro.wordpress.com" href="http://www.tossedecachorro.wordpress.com" rel="nofollow">Jáder Santana</a> on 
abr 22, 2010  5:53 PM) 

Muito boa sua observação sobre a diferença entre público eleitor do Obama, nos EUA, e o público dos principais nomes da política nacional.</p>
<p>(<a title="http://denisedomarketing.blogspot.com/" href="http://denisedomarketing.blogspot.com/" rel="nofollow">Denise</a> on 
abr 29, 2010  9:34 AM) 

Raquel, eu acredito que o dificil será estabelescer a prioridade na resposta aos eleitores.
O Brasil ainda encara as redes sociais de forma diferente.
Parabens pelos seus textos e o seu livro sobre Redes Sociais, utilizei como referencia no meu Trabalho de Conclusao da Faculdade de Marketing. Fiz um estudo sobre o Twitter e Marketing de Relacionamento. ;-)

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<p>(<a title="http://www.provocadoress.blogspot.com" href="http://www.provocadoress.blogspot.com" rel="nofollow">Ana Paula Bessa</a> on 
abr 30, 2010  4:22 PM) 

É verdade Raquel, ainda existe muito sobre esse assunto a ser falado. 

Principalmente a questão de os próprios candidatos colocarem seus assessores para postar no Twitter, o que acaba virando uma agenda instantânea só isso. 

Esse comportamento foi constante no ano passado onde todos os Senadores migraram para o Twitter, segundo reportagem do Webinsider. A maioria deixa esses sites de relacionamente na mão de sua assessoria que nada mais sabe fazer do que um Release instantâneo. 

Tivemos, com certeza, exceções durante a crise do Senado. Alguns senadores realmente postavam suas considerações e partipações na crise. Como o senador Mercadante que anunciou sua renuncia no twitter, e dps de conversa com o Lula decidiu continuar e teve que se entender com a retaliação do público dps. 

Eu considero isso um avanço, pois eh um jeito (as vezes utópico) simples de poder questionar, e realmente ter elementos para um voto conciente. É fato que vai ser difícil se fazer ouvir, porém não há como negar que são ferramentas que aumentam a democracia participativa. 

Adoro os seus textos e usei o seu livro muito para elaboração da minha monografia, onde fiz um estudo do twitter de políticos, durante a crise do Senado! </p>
<p>(<a title="http://www.bangalodeflores.com.br" href="http://www.bangalodeflores.com.br" rel="nofollow">Lívia Alcântara</a> on 
mai 18, 2010  6:39 PM) 

Estou pesquisando a utilização das redes sociais e ferramentas da web 2.0 pela Dilma. O que percebi é a repetição de mensagens no orkut, no facebook. No twitter ela dialoga um pouco mais...</p>
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<dc:subject>redes sociais</dc:subject>
<dc:date>2010-04-22T10:18:54-03:00</dc:date>
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